"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem." (Rubem Alves)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

IGNORANDO AS INTEMPÉRIES E EDUCANDO PARA O TRÂNSITO

Da Creche Helena Pontes, Quixeramobim/CE, recebi convite para, mais uma vez, participar de uma conversa com as crianças e, também, de uma caminhada em prol da educação para o trânsito, idealizada pelas educadoras atuantes naquela unidade. A mencionada creche desenvolve, há mais de um ano, projeto voltado a sensibilizar as crianças que por lá são atendidas. Já testemunhei, participei e até postei aqui no blog um registro desse trabalho que a equipe de profissionais da Creche Helena Pontes resolveu abraçar.
Assim sendo, compareci hoje (27/09/2013) à Creche Helena Pontes e, mais uma vez, pude constatar a dedicação daquelas educadoras. Participei da caminhada, conversei com as profissionais e, em particular troquei algumas ideias com a Coordenadora da unidade educacional, a pedagoga Aurelina Oliveira. Em momento algum ela me falou a respeito das dificuldades para desenvolver seu trabalho, contudo, não posso deixar de comentar, existem deficiências estruturais visíveis, a começar pelo próprio prédio...

No que se refere aos quesitos boa vontade, abnegação, profissionalismo e, sobretudo, perseverança, a creche é muitíssimo bem servida! 
Da visita à Creche Helena Pontes, de tudo que mais uma vez testemunhei e, principalmente, da prosa com a amiga Aurelina, pude concluir que não é razoável que esperemos condições ideais para seguirmos com uma missão (sobremaneira quando acreditamos no que fazemos!). É levá-la adiante, ignorando as intempéries e desbravando o território hostil das inúmeras dificuldades que abriremos clareiras e a luz brilhará... 
Deixo, para reflexão, mais uma do mestre Rubem Alves (dessa feita, no livro Do universo à jabuticaba): “Os saberes são navios. Para se construir navios é preciso ciência. [..] A ciência é filha dos sonhos. Caravelas não se fazem sem recursos econômicos. Mas recursos econômicos não fazem caravelas. Educação não se faz sem recursos econômicos. Mas recursos econômicos não fazem educação”. O SONHO É IMPRESCINDÍVEL...



FILHAS SÃO INDENIZADAS PELA MORTE DOS PAIS EM ACIDENTE

"Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim"...
Citando em seu voto a música que Sérgio Bittencourt fez para o pai falecido, Jacob do Bandolim, o desembargador André Leite Praça acatou em parte recurso de ação indenizatória por danos morais e materiais das duas filhas de um casal que faleceu em decorrência de um acidente de trânsito. A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou R$200 mil para a indenização por danos morais.
Em 12 de junho de 2011, os pais de A.B.S. e E.V.S. viajavam na rodovia MG 050 no sentido Divinópolis-Formiga quando bateram de frente com outro carro que trafegava no sentido contrário ao desviar de uma vaca. Os dois morreram no local do acidente.
A concessionária da rodovia MG-050 Nascentes das Gerais alegou que não há como imputar à concessionária a responsabilidade por danos causados pela invasão de animais na pista, pois seria impossível fiscalizar a rodovia em todos os pontos simultaneamente, durante 24 horas todos os dias. E sustentou ainda que não houve comprovação de que o acidente tenha ocorrido pela existência de animal na pista, o que afastaria sua responsabilidade.
Em Primeira Instância, o juiz da comarca de Formiga condenou a empresa a indenizar R$80 mil para cada uma das filhas do casal, mas não acatou o pedido de pensão mensal.
Insatisfeitas as partes recorreram. O relator, desembargador Leite Praça acatou parcialmente o pedido das filhas aumentando a indenização para R$100 mil a cada uma, pois entendeu que houve negligência da concessionária em seu dever de fiscalizar. A prova documental demonstra que o acidente, de fato, foi ocasionado pela invasão da pista por uma vaca, confirmou o relator.
E continuou, os filhos que perdem os pais em um acidente trágico e violento, como o que ceifou a vida das vítimas, sofrem uma dor e uma perda moral irreparáveis. Em casos como ora em julgamento, o dano moral resultante da morte do ente querido é presumível.
Com relação ao pedido de pensão mensal, o desembargador entendeu que o pedido não deve ser acatado pelo fato de as filhas das vítimas serem maiores e exercerem atividade remunerada - professora e vendedora, respectivamente.
Os desembargadores Evandro Lopes da Costa Teixeira e Eduardo Mariné da Cunha votaram de acordo com o relator.

Veja aqui o acórdão. Para ouvir a música música de SÉRGIO BITTENCOURT, imortalizada na voz de NELSON GONÇALVES (citada na decisão comentada neste post), clique aqui.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO: FUNÇÃO DAS MAIS RELEVANTES

Agente Suzianny, DMT de Jaguaribe

Por força da Lei Federal nº 12.821/2013, de 5 de junho deste ano, fica instituído o dia 23 de setembro como o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito. A homenagem é das mais justas e a data, como se percebe, está inserida na Semana Nacional de Trânsito, que é comemorada anualmente no período de 18 a 25 de setembro, conforme prevê o vigente Código de Trânsito Brasileiro (art. 326).

Tecnicamente falando, o Agente da Autoridade de Trânsito é a “pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento” (Anexo I do CTB). É o profissional atuante em umas das atividades mencionadas no conceito supra.
Agentes do DEMUTRAN de Aracati, em palestra que proferi naquela cidade, por ocasião da Conferência da Cidade (2013)
Em se tratando de servidor civil atuante na fiscalização, o Agente da Autoridade de Trânsito, ou simplesmente Agente de Trânsito, é bastante conhecido, verdadeiramente popularizado, pela expressão “guarda de trânsito”. Em alguns municípios, é identificado, também, pela cor do uniforme que ostenta: “azulzinho”, “marronzinho” etc.
Agente Edson, AMTQ, Quixeramobim
Em tese, todo Agente de Trânsito é um técnico dos mais qualificados. A dificílima missão que lhe é atribuída assim o exige. Digo dificílima, pois, em um país onde ainda há uma prevalência muito forte da “cultura de Gérson” (apregoando que “o mais importante é levar vantagem”) e onde em cada esquina pululam “autoridades” (os senhores do “você sabe com está falando?”) cometendo infrações e dando péssimos exemplos, fiscalizar condutas e exigir o cumprimento de normas, soa, para muitas pessoas, como verdadeira afronta.

Para concluir, desejo a você, amigo ou amiga Agente de Trânsito, que as contrariedades e as dificuldades vivenciadas no exercício de sua importante missão sejam raras. Tão raras quanto encontrar um condutor ou proprietário que, uma vez flagrado cometendo infração de trânsito, admite a falha e, de bom grado, compreende e aceita que você exerça o seu papel.

Ao mesmo tempo, torço para que as alegrias e, quem sabe, até mesmo o seu salário, sejam multiplicados pelas vezes que você já foi obrigado(a) a ouvir argumentos falaciosos (ou, para ser mais direto, desculpas esfarrapadas, mentiras) por parte de condutores distraídos, descuidados, desavisados ou, simplesmente, mal-educados mesmo, que você já abordou e que ainda há de abordar.    

Forte abraço.                

domingo, 22 de setembro de 2013

“TRÂNSITO É A ‘ARMA’ QUE MAIS MATA”

De Votuporanga, localizada na região noroeste do Estado de São Paulo, próxima à cidade de São José do Rio Preto (86 Km) e distante cerca de 520 Km da capital do Estado, recebo e reproduzo notícias alentadoras para os familiares de vítimas da violência no trânsito e, por extensão, para todos aqueles que militam em defesa de um trânsito mais seguro:
O promotor José Vieira da Costa Neto já realizou três júris de casos envolvendo mortes no trânsito. Em todos, conseguiu a condenação dos acusados.

Em julho deste ano, a Justiça de Votuporanga condenou Devanir Aparecido Galvani a nove anos de reclusão, em regime inicial fechado. Por dirigir embriagado, serão seis meses de detenção em regime inicial aberto, além de indenizar à família da vítima em R$ 100 mil, e R$ 50 mil às demais vítimas, cada um. 

Ele foi considerado culpado pela morte de Aline Costa da Silva, 12 anos, e por cinco tentativas de homicídio contra demais familiares que estavam no mesmo veículo. 

O acidente aconteceu em 12 de julho de 2009, às 18h20, na vicinal Antônio Pimentel, que liga à rodovia Euclides da Cunha (SP-320), em Valentim Gentil. Aline estava em um carro com a família que capotou e colidiu com árvores. O Ministério Público sustentou a acusação de que Galvani estava sob o efeito de álcool, agindo com dolo direto ou eventual, assumindo o risco de dirigir um automóvel. 

Neto contou que durante sua experiência nos tribunais, este foi um dos júris mais emocionantes em sua carreira, uma vez que estava envolvido no processo desde o fato. 
O promotor destacou que todos devem estar atentos no trânsito, pois muitos estão morrendo ou tirando a vida do semelhante. “Existem várias armas para se matar, mas o trânsito é o que está mais tirando a vida das pessoas”, disse.

Sobre o júri em questão, ao pedir a condenação para os jurados, disse que quem sairia ganhando seria a sociedade como um todo. “E que atitudes como estas sejam copiadas pelos demais promotores, porque é doloso sim. A cada dia acontece muitas coisas. As pessoas não se intimidam e cometem mais crimes. Este júri é uma resposta á sociedade de que tem que ser criado algo”, disse.

Júris envolvendo vítimas de acidente de trânsito

 Em 2007, Oscar Rodrigues da Silva foi condenado por ter atropelado e matado o policial rodoviário Carlos Magno do Carmo, em setembro de 2006, enquanto a vítima trabalhava na rodovia Euclides da Cunha (SP-320). Aires Moreira da Silva Júnior foi condenado a oito anos de prisão em regime semi-aberto em março de 2009, por ter matado Laerte Domingos de Moraes e Guilherme Reis de Moraes, respectivamente pai e filho, em junho de 2005, na mesma rodovia.

Créditos para o Jornal A Cidade.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

FORD VENDERÁ BICICLETAS ELÉTRICAS NA REDE DE CONCESSIONÁRIAS

Depois de dois anos de negociações, a Ford colocará em prática uma nova estratégia mundial da empresa de oferecer itens não automotivos nas concessionárias da marca que desejarem aderir ao plano de versatilidade de produtos e oferecer aos clientes o conforto de uma bicicleta elétrica.
O oval Ford, no quadro da nova bike Villaggio, de origem italiana, impõem respeito ao produto, montado em São Paulo pela General Wings com componentes nacionais e chineses e preço de até R$ 4.500,00. Para Ricardo de Féo, diretor da empresa responsável pela produção, o projeto poderá evoluir pois estão em desenvolvimento  dois novos modelos inovadores: uma bike esportiva que poderá se chamar Mustang e outra dobrável para ser levada no porta-malas.
O modelo Ford Villaggio, que pode chegar ao mercado no próximo mês, tem quadro de alumínio e peso total de 24 quilos dos quais 2,8 kg correspondem a bateria de lítio-ion de 36 volts, cuja autonomia, aproximada, é de 40 quilômetros. Uma das vantagens da bateria bivolt é que ela pode ser retirada da bicicleta e recarregada, em casa, em tomadas de 110 ou 220 volts. Com carga zerada, pode ser recarregada num período entre 4 e 6 horas, dependendo da voltagem utilizada.
O motor elétrico da Ford Villaggio tem 250 watts de potência e é instalado na roda dianteira. Um painel digital, no guidão, permite desligá-lo ou ativar sua ajuda com opção de três níveis de potência: baixa, intermediária e alta, dependendo da situação de uso, como em piso  plano, subida leve e trecho mais íngreme.
Ele entra em ação como complemento ao esforço do ciclista no pedal, no momento em que ele desejar. Outros detalhes importantes da bicicleta elétrica Ford Villaggio são: quadro de alumínio T6, painel de comando LCD que mostra a potência utilizada, velocidade, distância percorrida e nível de carga da bateria. A velocidade máxima é de 25 km/h, o câmbio é Shimano de sete velocidades, rodas aro 26 (tamanho único) e pintura nas cores branco pérola, grafite metálico e preto liso.
Fotos: Divulgação

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O TRÂNSITO E AS "EXTERNALIDADES NEGATIVAS"...

Vídeo bastante rico no que se refere ao poder de gerar reflexões sobre a violência no trânsito ("a realidade ácida") e outras formas de violência. Merece destaque a música utilizada como tema - trata-se de uma canção intitulada Everybody Hurts (Todo mundo se machuca), da banda R.E.M., conforme me esclarece o amigo José Antonio Klaes Roig, do blog Educa Tube -uma vez que suaviza um pouco a mensagem, fazendo interessante contraponto com a sequência de imagens.

"JOEY!": AUSTRÁLIA E SUAS CAMPANHAS EDUCATIVAS IMPACTANTES...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

AMC REALIZA CREDENCIAMENTO PARA O USO DE VAGAS ESPECIAIS DE ESTACIONAMENTO

De 18 a 25 de setembro, a partir de 8h, na avenida Beira-Mar, a Unidade Móvel da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), realiza a emissão de credenciais para idosos e pessoas com deficiência visando a utilização de vagas especiais de estacionamento. A ação integra a programação da Semana de Mobilidade Urbana e Semana Nacional de Trânsito, da Prefeitura de Fortaleza. A credencial é emitida na hora, podendo ser utilizada imediatamente em qualquer veículo que o credenciado esteja trafegando.

Para fazer o cadastro, a pessoa com deficiência tem que apresentar os seguintes documentos: fotocópia do laudo ou atestado médico atestando a deficiência, fotocópia do RG, fotocópia do CPF e fotocópia do comprovante de residência: água, luz ou telefone. Menores de idade precisam acrescentar a fotocópia do documento do responsável. O idoso precisa levar os mesmos documentos, com exceção do laudo médico.

Fiscalização
Nesta quinta-feira, 19, a partir de 15H, a AMC intensificará a fiscalização da ocupação irregular das vagas especiais de estacionamento na avenida Beira-Mar. Agentes de trânsito estarão no local autuando e rebocando os veículos que estiverem infringindo a legislação de trânsito.

Serviço:
Credenciamento de idosos e deficientes para uso das vagas especiais de estacionamento
18 a 21 de setembro
Local: Av. Beira-Mar, em frente à Estátua Iracema Guardiã
Horário: 8h às 18h
22 de setembro
Local: Aterrinho da Praia de Iracema
Horário: 8h às 12h
23 a 25 de setembro
Local: Av. Beira-Mar - Praça dos Estressados
Horário: 8h às 18h

CAMPANHA SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO 2013

Em todo o mundo, o comportamento irresponsável no trânsito, em especial o de dirigir sob efeito de álcool ou outras drogas, é uma preocupação constante das autoridades. Em 2011, a ONU proclamou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito e lançou um desafio para os países: reduzir pela metade o número de mortes no trânsito em um prazo de 10 anos.
A campanha desse ano parte de uma realidade impactante, mas que nem sempre é lembrada pelos motoristas: quando um acidente não resulta em óbito, pode deixar graves sequelas em suas vítimas. Em muitos casos, quem sofre o acidente precisa reaprender até as ações mais básicas, como comer, falar e andar. Por isso, a campanha lança mão de casos reais de acidentados que estão passando por esse difícil processo de reabilitação. O conceito dá o comando: “Não deixe um acidente obrigar você a reaprender. Seja você a mudança no trânsito.”

domingo, 15 de setembro de 2013

ESTA VAGA NÃO É SUA NEM POR UM MINUTO!

O vídeo abaixo é sugestão de meu amigo Saraiva Leão. Trata-se, com certeza, de um material que, por si só, nos remete a uma boa ponderação sobre os nossos direitos e os nossos deveres do trânsito. Reflexões e comentários mais aprofundados deixo por conta dos leitores do blog.

VOLKSWAGEN ACABA DE SE TORNAR A MARCA AUTOMOTIVA MAIS SUSTENTÁVEL DO MUNDO

Pela primeira vez, o Grupo Volkswagen foi apontado como o fabricante de automóveis mais sustentável no ranking mundial das empresas líderes em sustentabilidade.
O RobecoSAM AG classificou a empresa como o Grupo Industrial líder do setor de automóveis e componentes na análise deste ano do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI).
A análise abordou o desempenho de sustentabilidade econômica ambiental e social de um total de 31 empresas automotivas, sete delas da Europa, com referência a critérios como estratégia de proteção ao clima, gestão de inovação e responsabilidade social corporativa.
O presidente do Grupo Volkswagen, Prof. Dr. Martin Winterkorn, comentou: "Esta distinção é um verdadeiro marco em nosso caminho para se tornar o líder em mobilidade verde. Vamos dedicar toda a nossa energia para o estabelecimento permanente do Grupo Volkswagen como o fabricante de automóveis mais sustentável do mundo."
O presidente do Conselho Geral dos Trabalhadores do Grupo Volkswagen, Bernd Osterloh, disse: "Esta conquista comprova o nosso progresso rápido em orientar sistematicamente todo o Grupo rumo à máxima eficiência energética e de uso de recursos. Este sucesso é, sem dúvida, atribuível a toda a equipe. Vamos continuar a focar na gestão sustentável - em toda a cadeia de valor."
Para os investidores financeiros, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade é a referência mais importante para se medir o desempenho das empresas mais sustentáveis do mundo.
Graças às melhorias realizadas em todas as áreas, a Volkswagen conquistou a liderança em sustentabilidade, sendo inserida nos privilegiados Índices Dow Jones de Sustentabilidade mundial e europeu.
Os peritos do RobecoSAM concederam ao Grupo Volkswagen 89 dos 100 pontos possíveis, destacando conquistas como "os grandes esforços para melhorar o consumo de combustível dos veículos", no contexto das metas ambiciosas para reduzir as emissões de CO2, e o compromisso de metas de sustentabilidade na Estratégia 2018.
Notas máximas foram atribuídas ao Grupo Volkswagen em muitas áreas, tais como o sistema de gestão ambiental da empresa, gestão de riscos e engajamento positivo na comunidade.
Coincidindo com o novo ranking no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, o Grupo Volkswagen também obteve uma melhora significativa na visão do Projeto de Carbono Divulgado (CDP).
De acordo com o Relatório de Alterações Climáticas: CDP Global 500 2013, que acaba de ser publicado, a empresa agora está listada, pela primeira vez, tanto no Índice de Liderança de Desempenho Climático como no Índice de Liderança de Divulgação Climática.
O relatório analisa as iniciativas das maiores empresas do mundo na abordagem de medidas contra a mudança climática.
A classificação da empresa no Nível A de desempenho, com uma pontuação de 99 dos 100 pontos possíveis, confirma que a qualidade dos dados ambientais publicados pelo Grupo Volkswagen é reconhecido como sendo exemplar.
Ao mesmo tempo, os próprios dados de desempenho estão entre os melhores.
Este ano, o Grupo Volkswagen foi um dos signatários de um programa de mudança climática que, segundo o relatório de CDP, foi iniciado por 722 investidores com ativos de US$ 87 bilhões, trazendo transparência ao grande volume de informações sobre as medidas de proteção do clima e permitindo, assim, verificação e auditoria.
O Projeto de Carbono Divulgado (CDP) se descreve como uma organização internacional sem fins lucrativos fornecendo o único sistema global para empresas e cidades para medir, divulgar, gerenciar e compartilhar informações ambientais vitais.

sábado, 14 de setembro de 2013

MOTORISTA INDENIZA VÍTIMA SE ACIDENTE É CULPA DE AMBOS

Quando a responsabilidade por um atropelamento é dividida entre vítima e motorista, sendo que o segundo atua de forma negligente e imprudente, é devida indenização por danos morais à vítima. Com base em tal entendimento, a 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina rejeitou Apelação Cível e manteve a condenação de um motorista ao pagamento de R$ 104 mil à família de um homem. Atropelado enquanto tentava evitar que um de seus três filhos fosse atingido pelo veículo em avenida de São Cristóvão do Sul, ele morreu instantes após o acidente.
Relator do caso, o desembargador Luiz Fernando Boller explicou que por trafegar acima da velocidade e na contramão, o motorista desrespeitou o Código Brasileiro de Trânsito. A velocidade superior ao permitido e o tráfego na contramão foram provados pelo laudo pericial e através dos testemunhos colhidos, aponta ele. Assim, não há como acolher a tese de que o filho de Osnildo de Jesus Pires Júnior tenha sido o único culpado pelo acidente, continua.
Segundo Boller, o condutor teria cruzado a pista e atingiria o garoto na mão contrária. Para tentar evitar a tragédia, o pai atirou-se na frente do veículo, morrendo logo depois, em consequência de uma parada cardíaca decorrente do traumatismo craniano encefálico. Para o relator, é inequívoco o dano moral causado pela tragédia, o que justifica o pagamento de indenização à mulher de Osnildo e aos três filhos do casal.
Condenado em primeira instância, o condutor recorreu apontando que o único culpado pelo acidente fora o filho de Osnildo, que estava parado na avenida sem razão aparente. Para Boller, seguido de forma unânime pelos colegas de Câmara, tanto o garoto quanto o motorista são responsáveis pelo acidente. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SC.

Clique aqui para ler a decisão. 

sábado, 7 de setembro de 2013

A SOLUÇÃO PARA MOBILIDADE URBANA? ÔNIBUS, DIZ PEÑALOSA

Ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, ficou famoso ao estimular o uso de bicicletas, mas comprou briga quando restringiu o uso de carros. 

Tomo a iniciativa de compartilhar com os leitores do blog, excelente entrevista cedida por HENRIQUE PEÑALOSA  ao portal Exame.com. Vale a pena ler toda a entrevista e refletir com esse renomado consultor em urbanismo e transporte.

São Paulo – As cidades precisam dificultar o uso dos carros e cortar estacionamentos em ruas. Mais: não é papel do governo encontrar solução para os problemas das pessoas que usam carros. Esta é a opinião de Enrique Peñalosa, colombiano especialista em mobilidade urbana e ex-prefeito de Bogotá, capital da Colômbia.
“Um ônibus com cem passageiros tem direito a cem vezes mais espaço de vias do que um carro com um”, diz Peñalosa em entrevista por telefone a EXAME.com.
Em Bogotá, entre 1998 e 2001, ele foi responsável por medidas que seguem esta visão: construiu mais de 300 km de ciclovias, restringiu tráfego de carros em horários específicos, proibiu o estacionamento em calçadas e o restringiu no centro da cidade, além de construir vias exclusivas para trajetos de ônibus. Para os pedestres, as calçadas foram alargadas e mais de mil parques foram construídos ou totalmente reformados.
No último ano do mandato de Peñalosa, a cidade de mais de 7,1 milhões de habitantes recebeu o prêmio Stockholm Challenge pelo seu sistema de transporte de massa baseado em ônibus, o TransMilenio, que foi inspirado nos BRT de Curitiba, no Brasil.
Antes do sistema, em 1998, uma viagem de 30km no transporte público levaria 2 horas e 15 minutos. Dez anos depois, o mesmo trajeto é feito em 55 minutos, segundo Angelica Castro, ex-gerente do TransMilenio, em entrevista em 2008 para Streetfilms. O sistema é intermodal, com ciclovias que levam até as estações e estacionamentos gratuitos para bicicletas. Alguns pequenos ônibus trafegam pelas ruas menores levando pessoas para as estações do TransMilenio, de graça.
Cerca de 1,4 milhão de pessoas usam o transporte por ônibus rápidos criado e implementado na administração de Peñalosa todos os dias em Bogotá. A principal diferença do sistema está, além do uso de faixas exclusivas para eles, nas estações. Elas se parecem com estações de metrô, onde o pagamento é feito previamente e as plataformas são niveladas com o chão do ônibus.
Bogotá ainda tem problemas com trânsito e congestionamento, mas se orgulha, além do TransMilenio, de ser uma cidade que promove o ciclismo. “Hoje, ainda que seja muito pouco, para cada três pessoas que andam de carro, uma anda de bicicleta”, diz o ex-prefeito. Por lá, porém, ele admite que ainda faltam muitas coisas a serem feitas.
Hoje consultor em urbanismo e transporte, Peñalosa viaja da Ásia à América Latina: “Faço assessoria em estratégias para fazer cidades mais sustentáveis”, explica. Em outubro, o ex-prefeito desembarca no Brasil.
EXAME.com – Quando o senhor foi prefeito de Bogotá, mudou radicalmente as políticas públicas da cidade. Qual foi o raciocínio para esta mudança de perspectiva?
Enrique Peñalosa – Nós tínhamos alguns princípios claros. O primeiro era que a questão da mobilidade não se pode resolver com base no automóvel particular. É bom dizer que um ônibus no meio do tráfego é tão antidemocrático quanto não permitir que as mulheres votem. Em todas as constituições está escrito que os cidadãos são iguais perante a lei. Então, se todos os cidadãos são iguais, um ônibus com cem passageiros tem direito a cem vezes mais espaço nas vias do que um carro com um.
EXAME.com – Este é um conceito difícil de se vender para uma cidade que se baseia no transporte em carros. Como você convenceu a população de que isso era o melhor?
Peñalosa –
 Bom, por isso te digo: com esses argumentos. É preciso, claro, que as faixas realmente funcionem. Precisa de coisas como estações para pagamento para que, quando chegue um ônibus, em segundos se possam descer cinquenta pessoas e subir outras cinquenta pessoas.
EXAME.com – E isso acabaria com os engarrafamentos?
Peñalosa – 
Não, ter mais vias não acaba com o trânsito porque o que gera o engarrafamento não é o número de carros, por mais estranho que isso pareça. O que causa trânsito é, primeiramente, o número de viagens que as pessoas fazem e quão longe elas vão.
Para efeitos de tráfego, é o mesmo ter dez carros que percorrem um quilômetro cada do que ter um carro que percorre dez quilômetros. A questão da mobilidade se soluciona com os transportes públicos, mas não a do trânsito. Você pode ter uma linha de metrô embaixo de cada rua em São Paulo e e ainda assim não vai melhorar o trânsito. 

EXAME.com – Então, como se reduz o número de viagens para melhorar o trânsito?
Peñalosa –
 Somente restringindo o uso de carros. Aí há várias maneiras: pode haver pedágio urbano, cobranças em certas vias, pode ter uma gasolina mais cara, pode ter um rodízio como vocês têm. Mas a melhor maneira de reduzir o uso do carro é restringir o estacionamento.

EXAME.com – Acabar com estacionamentos nas ruas?
Peñalosa – Sim. Há muitos carros onde deveriam haver calçadas. Esta é a primeira coisa que destrói a qualidade humana da cidade. E aqui tem um ponto que é importante ter claro: o governo não tem nenhuma obrigação de resolver os problemas de estacionamento. 
EXAME.com – No Brasil e em outros países, investe-se muito em metrôs e trens para a questão da mobilidade urbana, mas eu ouço o senhor falar muito mais em ônibus. Metrô não é solução?
Peñalosa – 
Os políticos adoram investir em trens e metrôs porque politicamente isso é fácil, muito fácil. Gasta muito dinheiro, mas não tem discussão com ninguém. Os cidadãos que têm carros querem que façam mais linhas não porque vão usá-las, mas porque acreditam que outros vão e isso vai diminuir o trânsito. Não há conflito com o espaço dos carros.
Mas os trens e metrôs são excessivamente caros. Você pode fazer, com o mesmo custo que faz um quilômetro de metrô, trinta de faixas exclusivas para BRT. A solução não é um problema técnico, nem econômico, é um desafio político.
E há mais vantagens. Veja bem, é muito mais agradável ir na superfície, com a luz natural, do que ir enterrado embaixo da terra, como um rato. Não me parece democrático enterrar os usuários de transporte público. É loucura. Que se enterrem as pistas de carros, é muito fácil fazer pistas subterrâneas para carros, mas os cidadãos que usam o transporte público são heróis.
Quando bem instalados, os BRTs são mais rápidos, podem mudar de linhas sem isso de baldeação, têm estações mais próximas. Agora, é preciso mais de uma faixa em cada estação para a existência de ônibus expressos.
Obviamente, é possível que também sejam necessárias linhas de metrô, mas antes de tudo temos de aproveitar democraticamente os espaço de vias que já temos.
EXAME.com – Ainda assim, medidas como essas são garantia de uma briga com parcela grande da população.
Peñalosa – 
Então, eu vi que quando houve os protestos no Brasil, a presidente saiu correndo dizendo que iam investir em mais linhas de trem. Mas esta é a reação emocional, não a mais técnica. É mais difícil politicamente, claro, tirar espaço dos carros para dar mais espaço a ônibus, bicicletas e pedestres. É mais difícil, mas é a única solução. 
O sistema com base em ônibus não é apenas o melhor, mas é o único possível. Não existem soluções mágicas. Quando você pensa em cidades com poucos carros e com muitas restrições aos carros parece um sonho louco. Mas essas cidades não só são possíveis, como existem e têm êxito. Como por exemplo Manhattan, em Nova York, Londres ou Paris. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SE LIGA! JACKSON FIVE E A SUA "CARTEIRA DE HABILITATION JACKSONIANA"

"Nós tem que ter a carteira de habilitation, tem que treinar... não adianta sair que nem louco!" Se liga na PARADA!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ESPECIALISTA FRANCÊS DEFENDE QUE TRANSPORTE INDIVIDUAL "SEJA PENALIZADO" NAS CIDADES

Migração do transporte individual para o transporte público só ocorre quando há fortes medidas restritivas para o automóvel, acredita doutor em Economia dos Transportes.

Para oferecer às cidades uma maior qualidade de vida, com melhorias da mobilidade urbana, não basta ampliar a rede de transporte público. Sistemas eficientes de metrô, VLT (veículo leve sobre trilho), trens urbanos ou BRTs (transporte rápido por ônibus) atraem os passageiros. Mas, para que ocorra de fato a redução de carros particulares nas cidades, “é necessário penalizar o transporte individual”.

A medida foi defendida pelo professor de Política de Transporte e Planejamento Bruno Faivre D´Arcier, que também é doutor em Economia dos Transportes, engenheiro da Escola Central de Paris e diretor do Departamento de Transportes da Faculdade de Ciências Econômicas e de Gestão da Universidade Lumière Lyon II, na França. “Não adianta aumentar a oferta de transporte público se não penalizar o uso do carro”, afirmou D´Arcier, durante o Seminário Internacional Mobilidade e Transportes, promovido na Universidade de Brasília (UnB), de 27 a 29 de agosto.

Segundo ele, os melhores resultados em relação à mobilidade urbana podem ser mostrados pelas cidades que aplicaram medidas para restringir a velocidade do automóvel e para aumentar o custo dos estacionamentos nos centros urbanos. O aumento no preço do combustível também é um motivo que acaba levando, muitas vezes, ao abandono do carro particular e à volta ao transporte público, conforme o especialista francês. Em Lion, a participação do carro no trânsito é inferior a 50%.

Ao comentar sobre quais bons exemplos citaria em relação a essa penalização do transporte individual na França, D´Arcier lembrou que o caso mais simbólico é o do VLT na região de Paris, que dá voltas completas em grandes avenidas, formando uma barreira para o automóvel. É dada prioridade à circulação do VLT em relação aos veículos particulares.

Na capital francesa, conforme o especialista em transporte, a política de estacionamento é bastante eficiente no sentido de reduzir o uso do transporte individual. “O custo de estacionamento em Paris é extremamente alto. São cobrados valores considerados excessivos para muitas famílias. Essa política de preços altos nos estacionamentos é uma ótima forma de se limitar o uso do carro”.

Paris impôs medidas restritivas para o uso de automóveis

O professor Paulo César Marques da Silva, coordenador da pós-graduação em transporte da UnB, concorda que é necessário e urgente restringir o transporte individual nas cidades e considera que o Brasil poderia implementar medidas mais efetivas nesse sentido. Entretanto, o professor avalia que o ideal é não aplicar o termo penalizar, pois a restrição do uso do automóvel está ligada a uma questão de justiça sobre o ordenamento das cidades.

“Ao aplicar as restrições, há uma internalização dos custos sociais do automóvel. Quando saio no meu carro, estou emitindo poluentes e todos estão pagando por isso. Ao deixar o meu carro estacionado o dia inteiro no local de trabalho, estou ocupando um lugar, que é público, privadamente. Então, se forem criadas formas de cobrar do usuário do automóvel pelos custos que ele está produzindo, é somente uma questão de justiça”, defende o professor da UnB.

A implementação de alguma forma de pedágio urbano, restrição de circulação em áreas de preservação histórica e altos preços em estacionamentos são algumas medidas para dificultar o transporte individual. Mas, de acordo com o professor da Universidade de Brasília, todas essas e outras medidas não irão resolver o problema se forem implantadas sozinhas. É necessário oferecer condições de circulação.

“Não se pode criar restrições ao uso do automóvel sem oferecer mobilidade para quem não está usando o automóvel. Senão, há um comprometimento do direito de ir e vir. É preciso investir na mobilidade das cidades para que a liberdade de viver não seja comprometida”, avalia Marques. De acordo com o professor, as duas medidas devem ser implementadas de forma simultânea – tantos as restrições ao transporte individual como o investimento em alternativas para os deslocamentos. Assim, na avaliação de Marques, a migração do transporte individual para o transporte público ocorrerá de forma natural.

Cynthia Castro
Agência CNT de Notícias

terça-feira, 3 de setembro de 2013

DA SÉRIE "CAMPANHAS EDUCATIVAS SEM EUFEMISMOS", VÍDEO IV

DA SÉRIE "CAMPANHAS EDUCATIVAS SEM EUFEMISMOS", VÍDEO III

BIKES ANTIGAS SÃO TRANSFORMADAS EM "BICIMÁQUINAS" PARA MELHORAR VIDAS EM COMUNIDADES

A organização sem fins lucrativos Maya Pedal criou uma forma sustentável de realizar atividades que normalmente necessitariam de energia elétrica para serem executadas. A partir das bicimáquinas construídas com bikes antigas, geralmente doadas por países como Estados Unidos e Canadá, pessoas das comunidades da Guatemala melhoram suas vidas diariamente, informou o site Hypeness.
As bicimáquinas têm utilização ampla. Algumas são criadas para tarefas como moer grão, descascar legumes, puxar água do fundo do poço e fazer liquidificador funcionar a partir da energia produzida durante a pedalada (com a bicicleta parada). Outras são desenvolvidas para servir como meio de transporte. Para se ter ideia é possível moer um quilo e meio de café em um minuto de pedalada, tempo também ideal para tirar cerca de 10 galões de água de um poço com 30 metros de profundidade.
A máquina é construída com o apoio de voluntários da Maya Pedal, que enxergam a ideia como uma inovação "preciosa" para comunidades sem acesso a água potável e a energia elétrica.
"Nós temos uma oficina composta por moradores locais e por voluntários de todo o mundo. Além das bicimáquinas, oferecemos um serviço de reparação de bicicletas e vendemos bikes usadas também. Trabalhamos junto a parceiros locais, cooperativas agrícolas e produtores orgânicos", explicam os idealizadores do projeto no portal da ONG.
O site da Maya Pedal explica passo a passo sobre o projeto e dá a oportunidade de buscar voluntários. Ainda de acordo com a organização, o projeto está trabalhando para ser reconhecido globalmente e angariar apoiadores em todo o mundo.

Créditos para o site EcoD: http://www.ecodesenvolvimento.org/
Disponível em: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/setembro/bikes-antigas-sao-transformadas-em-bicimaquinas?tag=rrr#ixzz2dqNkspGD