Campo Grande (MS) – O governo estadual instituiu oficialmente, por meio de lei, o programa Trânsito na Escola. O projeto do Poder Executivo foi aprovado pela Assembleia Legislativa, sancionado pelo governador André Puccinelli e publicado nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial do Estado, na forma da Lei nº 4.263.
A lei aumenta a abrangência de uma ação que, na prática, já chegou a cerca de 50 escolas públicas, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS).
Durante a Semana Nacional de Trânsito 2012, em setembro, o governador destacou a importância do projeto, que estava em tramitação na Assembleia. De acordo com Puccinelli, o Programa Trânsito na Escola pode ser uma grande contribuição para alcançar as mudanças de comportamento, a partir da preparação dos jovens. A iniciativa está embasada em normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que tratam da adoção da formação teórico-técnica para os alunos cursando o ensino médio, que, de forma continuada, podem aproveitar o espaço das escolas públicas e privadas para o aprendizado das normas de trânsito.
O programa será ministrado em todas as escolas públicas de ensino médio do Estado de Mato Grosso do Sul. Além das escolas estaduais, instituições municipais e privadas poderão se juntar ao governo e também participar do programa.
A proposta do Trânsito na Escola é um aprendizado de forma continuada, durante os três anos do ensino médio, e não mais de forma condensada, em poucas horas-aula, em pouco espaço de tempo. Ao longo do ano letivo, o trânsito será tema de constante análise, debate e reflexão na comunidade escolar, sempre com o intuito de promover nos alunos o desenvolvimento de valores, posturas, atitudes e comportamentos seguros.
O programa também prevê o curso de formação teórico-técnica realizado durante o ensino médio, possibilitando ao aluno adquirir conhecimento profundo e com aproveitamento superior. Os responsáveis pelo programa apontam que isso diminuirá o estresse que o aprendizado em pouco tempo (feito somente no processo tradicional para quem vai tirar a habilitação) acarreta ao sistema nervoso.
A formação continuada, além de proporcionar um aprendizado mais consistente, elimina o custo do pagamento das aulas teóricas nos Centros de Formação de Condutores, o que é um grande estímulo aos jovens de baixa renda que se beneficiarão com essa medida.
A lei prevê, também, um desconto sobre as taxas de serviços do Detran-MS, o que dará ao jovens uma economia nos custos para a concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Fonte: Pantanal News - créditos da foto: Edemir Rodrigues
"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem." (Rubem Alves)
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
MOTORISTA VAI A JÚRI POPULAR POR DIRIGIR EM ALTA VELOCIDADE E CAUSAR ACIDENTE COM MORTE
Motorista acusado de ter provocado o acidente que matou Angélica Weissheimer Quartieri, em setembro de 2006, irá a júri popular nesta sexta-feira (26/10), a partir das 13h. O julgamento está previsto para começar às 9h, no salão do júri do Fórum de Getúlio Vargas. Ele responde pelos crimes de lesão grave e homicídio doloso (dolo eventual, quando o agente assume o risco da morte).
O Júri será presidido pelo titular da 1ª Vara Criminal, Juiz de Direito Antonio Luiz Pereira Rosa. Pelo Ministério Público atuará Adriano Luís de Araújo. Pela assistência de acusação, Jabs Paim Bandeira. Pela defesa atuarão Cezar Roberto Bitencourt e Érico Alves Neto.
Para o Ministério Público, o dolo eventual está caracterizado, na medida em que, ao realizar manobra de ultrapassagem em lugar proibido, sem a devida visibilidade, em via de fluxo intenso, com velocidade excessiva e de forma abrupta, o réu assumiu o risco de morte. Já a defesa de Abraão Luís da Rosa pleiteou a desclassificação do fato, pois o acusado não teve intenção de matar ou assumiu o risco da morte. E que o dolo eventual se caracterizaria apenas em um homicídio de trânsito que o motorista estivesse ingerido bebida alcoólica.
Entretanto, em 11/03/2010, a Juíza de Direito Sônia Fátima Battistela, da 1ª Vara da Comarca de Getúlio Vargas, aceitou a denúncia do MP, por considerar que no caso em tela, em que há o depoimento de uma testemunha relatando a forma afoitada e perigosa em que o autor dirigia, é por demais precipitado afastar de pronto a possibilidade de dolo eventual.
O acidente
O acidente ocorreu no dia 3/9/2006, por volta das 14h45min, no KM 55 da RS-135, no Município de Getúlio Vargas. De acordo com a acusação, o denunciado conduzia uma camioneta Toyota Lexus, no sentido Getúlio Vargas/Erechim, quando, ao realizar uma ultrapassagem, invadiu a pista de rolamento do sentido contrário e colidiu contra o veículo VW Gol, onde estava a vítima. Angélica Weissheimer Quartieri, que era jornalista da RBS TV, sofreu hemorragia interna e morreu no local. O motorista do Gol, marido da vítima, Álvaro Martinelli, sofreu fraturas graves e lesões permanentes.
Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
O Júri será presidido pelo titular da 1ª Vara Criminal, Juiz de Direito Antonio Luiz Pereira Rosa. Pelo Ministério Público atuará Adriano Luís de Araújo. Pela assistência de acusação, Jabs Paim Bandeira. Pela defesa atuarão Cezar Roberto Bitencourt e Érico Alves Neto.
Para o Ministério Público, o dolo eventual está caracterizado, na medida em que, ao realizar manobra de ultrapassagem em lugar proibido, sem a devida visibilidade, em via de fluxo intenso, com velocidade excessiva e de forma abrupta, o réu assumiu o risco de morte. Já a defesa de Abraão Luís da Rosa pleiteou a desclassificação do fato, pois o acusado não teve intenção de matar ou assumiu o risco da morte. E que o dolo eventual se caracterizaria apenas em um homicídio de trânsito que o motorista estivesse ingerido bebida alcoólica.
Entretanto, em 11/03/2010, a Juíza de Direito Sônia Fátima Battistela, da 1ª Vara da Comarca de Getúlio Vargas, aceitou a denúncia do MP, por considerar que no caso em tela, em que há o depoimento de uma testemunha relatando a forma afoitada e perigosa em que o autor dirigia, é por demais precipitado afastar de pronto a possibilidade de dolo eventual.
O acidente
O acidente ocorreu no dia 3/9/2006, por volta das 14h45min, no KM 55 da RS-135, no Município de Getúlio Vargas. De acordo com a acusação, o denunciado conduzia uma camioneta Toyota Lexus, no sentido Getúlio Vargas/Erechim, quando, ao realizar uma ultrapassagem, invadiu a pista de rolamento do sentido contrário e colidiu contra o veículo VW Gol, onde estava a vítima. Angélica Weissheimer Quartieri, que era jornalista da RBS TV, sofreu hemorragia interna e morreu no local. O motorista do Gol, marido da vítima, Álvaro Martinelli, sofreu fraturas graves e lesões permanentes.
Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
CINTO DE SEGURANÇA DE TRÊS PONTOS PARA ÔNIBUS
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4254/12, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que inclui o cinto de segurança de três pontos entre os equipamentos obrigatórios em ônibus.
A exceção fica por conta dos ônibus destinados ao transporte de passageiros nos percursos em que seja permitido viajar em pé. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já obriga o uso de cinto de segurança em ônibus, com exceção daqueles em que seja permitido viajar em pé.
Ao regulamentar o código, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu o uso de cinto subabdominal (de dois pontos) para os passageiros. “O cinto de segurança de três pontos supera o de dois pontos quanto à proteção do corpo humano em caso de sinistros, por melhorar a distribuição e a absorção da força do impacto ao longo das áreas em que faz contato com o corpo: tórax e quadril”, diz o deputado.
O cinto de três pontos já é obrigatório para todos os assentos dos automóveis, com exceção dos assentos centrais, que podem utilizar o cinto subabdominal.
Segurança
Geraldo Resende ressalta que o cinto de segurança protege a vida das pessoas e reduz as consequências nefastas dos acidentes, impedindo impactos com partes internas dos veículos e que seus ocupantes sejam arremessados para fora. Na última segunda-feira (22), um acidente envolvendo um ônibus na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) provocou a morte de 15 pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os passageiros não usavam o cinto de segurança durante a viagem.
Prazo de adaptação
O projeto exige o cinto de três pontos em ônibus no prazo de um ano após a publicação da lei. Segundo o deputado, esse tempo é suficiente para o Contran regulamentar a norma e para os fabricantes adaptarem os veículos.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara
A exceção fica por conta dos ônibus destinados ao transporte de passageiros nos percursos em que seja permitido viajar em pé. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já obriga o uso de cinto de segurança em ônibus, com exceção daqueles em que seja permitido viajar em pé.
Ao regulamentar o código, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu o uso de cinto subabdominal (de dois pontos) para os passageiros. “O cinto de segurança de três pontos supera o de dois pontos quanto à proteção do corpo humano em caso de sinistros, por melhorar a distribuição e a absorção da força do impacto ao longo das áreas em que faz contato com o corpo: tórax e quadril”, diz o deputado.
O cinto de três pontos já é obrigatório para todos os assentos dos automóveis, com exceção dos assentos centrais, que podem utilizar o cinto subabdominal.
Segurança
Geraldo Resende ressalta que o cinto de segurança protege a vida das pessoas e reduz as consequências nefastas dos acidentes, impedindo impactos com partes internas dos veículos e que seus ocupantes sejam arremessados para fora. Na última segunda-feira (22), um acidente envolvendo um ônibus na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) provocou a morte de 15 pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os passageiros não usavam o cinto de segurança durante a viagem.
Prazo de adaptação
O projeto exige o cinto de três pontos em ônibus no prazo de um ano após a publicação da lei. Segundo o deputado, esse tempo é suficiente para o Contran regulamentar a norma e para os fabricantes adaptarem os veículos.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
CEARÁ: SUA EXCELÊNCIA, O GOVERNADOR CID GOMES...
Na foto acima, observa-se o governador cearense, Cid Gomes, pilotando um triciclo por ocasião de campanha em prol de seu candidato a prefeito de Fortaleza, deputado Roberto Cláudio. Segundo o governador o veículo lhe foi emprestado por um cidadão (o proprietário) que teria deixado o triciclo em uma oficina para consertar os freios. O próprio Cid Gomes teria ligado para o dono interessado em comprar o veículo, mas o proprietário preferiu apenas emprestar até o próximo domingo.
Indagado sobre a necessidade de usar capacete para dirigir o veículo, teria dito Cid Gomes que esse tipo de veículo não exige o capacete por ser coberto, a exemplo de um automóvel qualquer. Em relação à CNH específica para dirigi-lo, disse não haver tal exigência. Foi ele próprio quem mandou fazer a pintura com as cores e os adesivos da campanha de Roberto Cláudio.
No site do Jornal Diário do Nordeste (de onde pincei esta notícia), os internautas fizeram alguns comentários, dos quais destaco o seguinte:
O Governador Cid está equivocado ou age de má fé. Há a necessidade de capacete, CNH categoria “A”, pois é um triciclo/passageiro, além de andar em um veículo com alteração das características originais – mudança na cor(original prata). Dúvida ver site portal.detran.ce.gov.br/, Consulta de Veículos, Simplificada, placa NRC3136. Contaram? Foram três infrações, cabendo a retenção do veículo e documento, além do recolhimento da CNH e suspenção do Direito de dirigir. Desculpem o nome disso não é equívoco, mas sim prepotência, é se sentir acima da lei.
Fica este espaço aberto à discussão...
Indagado sobre a necessidade de usar capacete para dirigir o veículo, teria dito Cid Gomes que esse tipo de veículo não exige o capacete por ser coberto, a exemplo de um automóvel qualquer. Em relação à CNH específica para dirigi-lo, disse não haver tal exigência. Foi ele próprio quem mandou fazer a pintura com as cores e os adesivos da campanha de Roberto Cláudio.
No site do Jornal Diário do Nordeste (de onde pincei esta notícia), os internautas fizeram alguns comentários, dos quais destaco o seguinte:
O Governador Cid está equivocado ou age de má fé. Há a necessidade de capacete, CNH categoria “A”, pois é um triciclo/passageiro, além de andar em um veículo com alteração das características originais – mudança na cor(original prata). Dúvida ver site portal.detran.ce.gov.br/, Consulta de Veículos, Simplificada, placa NRC3136. Contaram? Foram três infrações, cabendo a retenção do veículo e documento, além do recolhimento da CNH e suspenção do Direito de dirigir. Desculpem o nome disso não é equívoco, mas sim prepotência, é se sentir acima da lei.
Fica este espaço aberto à discussão...
domingo, 21 de outubro de 2012
BICICLETA DE BAMBU
Um projeto que alia educação ambiental e acessibilidade ganha destaque na rede pública de educação de São Paulo. Alunos de uma escola pública recebem bicicletas feitas de bambu para o deslocamento de casa para o colégio. Atualmente, a iniciativa atende a 40 colégios, mas a intenção é estender a toda a rede. O programa Momento Ambiental acompanhou a montagem das bicicletas e o treinamento dos estudantes que recebem esses veículos especiais.
Fonte: Agrosoft Brasil
Fonte: Agrosoft Brasil
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
ISRAELENSE VAI COMERCIALIZAR BICICLETA FEITA DE PAPELÃO
Se andar de bicicleta já era considerado um ato sustentável imagine, então, se ela for produzida com materiais recicláveis? O designer Izhar Gafni, 50, criou uma bike feita de papelão e outros materiais recicláveis que, além de resistente, terá preço acessível.
A bicicleta não possui nenhuma peça de metal, nem mesmo o mecanismo de freio e os rolamentos da roda e do pedal, que também são feitos com materiais reciclados.
A ideia de construi-la surgiu depois de Izhar ter ouvido falar sobre uma canoa feita de papelão. “Sempre fui fascinado pela aplicação de tecnologias não-convencionais." Ele trabalhou na invenção por quatro anos, até conseguir eliminar os pontos fracos da estrutura do papelão.
"Fazer uma caixa de papelão forte e durável é fácil, mas fazer uma bicicleta foi extremamente difícil. Eu tive de descobrir o jeito certo de dobrar o papelão em várias direções", contou. Depois de um ano e meio, após diversos testes, o inventor finalmente conseguiu.
"Quando começamos, há um ou dois anos atrás, as pessoas riam de nós. Mas hoje, recebemos pelo menos uma dúzia de e-mails, todos os dias, nos perguntando onde é possível comprar a tal bicicleta... Isso realmente me dá a esperança de que vamos conseguir!"
Agora, o israelense vai iniciar a produção em massa de sua criação em Ahituv, uma região próxima a Hadera, Israel. Cada bicicleta custa U$9, ou R$18, para ser feita. Em alguns meses, a bicicleta será comercializada por cerca de US$ 20 (o equivalente a R$40).
Fonte: Revista Galileu
A bicicleta não possui nenhuma peça de metal, nem mesmo o mecanismo de freio e os rolamentos da roda e do pedal, que também são feitos com materiais reciclados.
A ideia de construi-la surgiu depois de Izhar ter ouvido falar sobre uma canoa feita de papelão. “Sempre fui fascinado pela aplicação de tecnologias não-convencionais." Ele trabalhou na invenção por quatro anos, até conseguir eliminar os pontos fracos da estrutura do papelão.
"Fazer uma caixa de papelão forte e durável é fácil, mas fazer uma bicicleta foi extremamente difícil. Eu tive de descobrir o jeito certo de dobrar o papelão em várias direções", contou. Depois de um ano e meio, após diversos testes, o inventor finalmente conseguiu.
"Quando começamos, há um ou dois anos atrás, as pessoas riam de nós. Mas hoje, recebemos pelo menos uma dúzia de e-mails, todos os dias, nos perguntando onde é possível comprar a tal bicicleta... Isso realmente me dá a esperança de que vamos conseguir!"
Agora, o israelense vai iniciar a produção em massa de sua criação em Ahituv, uma região próxima a Hadera, Israel. Cada bicicleta custa U$9, ou R$18, para ser feita. Em alguns meses, a bicicleta será comercializada por cerca de US$ 20 (o equivalente a R$40).
Fonte: Revista Galileu
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
5 RAZÕES QUE FIZERAM A HOLANDA SE TORNAR O PAÍS DAS BIKES
Já imaginou um lugar onde existam mais bicicletas do que carros ou até mesmo pessoas? Pois esse lugar chama-se Holanda, país que desde a década de 70 abraçou esse meio de transporte sustentável em sua política, cultura e economia.
Não tem segredo, nem mágica. Foi a força de vontade de combater congestionamentos, a poluição do ar e melhorar a qualidade de vida da população que levou a Holanda a tornar-se exemplo mundial quando o assunto são as “magrelas”, com 26% de todos os movimentos de tráfego são feitos sobre duas rodas.
1 - Ciclismo: um negócio popular - Enquanto metade da população mundial associa as bicicletas a atividades de lazer, na Holanda, 9 em cada 10 viagens sobre duas rodas são para ir ao trabalho, ao mercado, à escola – ou seja, lá as magrelas são parte do cotidiano das pessoas, um meio de transporte para os deslocamentos diários.
Segundo dados do Dutch Cycling Embassy, um instituto que promove as bicicletas como transporte urbano ecológico, os 16 milhões de habitantes desse país possuem mais de 18 milhões de bikes, quer dizer que para cada pessoa há pelo menos uma bicicleta. Essa taxa é bem superior a de posse de carros: apenas uma a cada duas pessoas têm um veículo. Os números do uso da magrela são de impressionar, a começar pela quantidade de viagens diárias, em média de 14 milhões, o que representa 15 bilhões de quilômetros percorridos por ano, algo equivalente às viagens feitas de trem no país.
2 - Onde mais se pedala para estudar - O contato com as bikes começa desde cedo, a ponto das magrelas serem o meio de transporte mais importante para ir a escola: 40% dos alunos do ensino primário vão estudar de bike, enquanto apenas 25% realizam o percurso de carro. Pensa que os mais grandinhos perdem o gosto pela coisa? Não mesmo. Quando chegam no ensino médio, eles pedalam ainda mais – pelo menos 75% dos jovens nessa faixa vão de bike para o colégio e míseros 6% das viagens acontecem de automóvel.
3 - Quem investe, colhe - A promoção de um estilo de vida mais “verde” e saudável exigiu, obviamente, investimento constante na criação de infraestrutura para as magrelas e também em políticas públicas mais restritivas ao transporte particular sobre quatro-rodas. Na lista entram a redução do acesso de automóveis aos centros das cidades, criando áreas-livres de carros, redução da velocidade máxima para veículos automotivos em algumas ruas e ainda a cobrança de taxas elevadas para estacionamento.
Paralelamente, o ciclismo lucrou com a construção e expansão gradativa das malha cicloviária, que passou de 12 mil quilômetros em 1996 para o atuais 29 mil quilômetros. Em Amsterdã, a cidade mais amiga das bikes no mundo, as ruas são todas adaptadas para o tráfego sobre duas rodas, com ciclovias, corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até sinais especiais – resultado de um trabalho de infraestrutura de longa data. Entre 2007 e 2010, a cidade investiu 28 milhões de dólares por ano em projetos de ciclismo.
4 - Mercado quente - Apaixonados como são pelas bikes, os holandeses gastam em média 1,4 bilhões de dólares anualmente com manutenção e compra de suas bikes. O efeito das magrelas na economia holandesa extrapola as fronteiras nacionais: o país exporta mais de um milhão de bikes todos os anos (as bicicletas holandesas fazem sucesso pela robustez para carregar passageiros e mercadoria). Além disso, o país também pode ser considerado um laboratório, sempre em busca de novas tecnologias e inovações para tornar a prática do ciclismo mais agradável. Atualmente, segundo dados do Dutch Cycling Embassy, cerca de 60% das bicicletas vendidas no país são híbridas enquanto uma em cada oito é elétrica.
5 - Coringa da saúde - Muito mais do que os benefícios para o bolso, os holandeses conhecem bem as consequências positivas das magrelas para o meio ambiente e para sua própria saúde. O ciclismo funciona como um filtro da poluição atmosférica.
Segundo um estudo, se todos os habitantes da cidade de Utrecht parassem de andar de bicicleta, o uso de carro aumentaria entre 22% e 38%, o que causaria não só engarrafamentos terríveis, mas a um aumento de 70% nas emissões de CO2 associadas ao trânsito, o que se traduziria em uma menor qualidade de vida para os residentes e mais poluição do ar.
Créditos para: Vanessa Barbosa, de Info Exame.
Não tem segredo, nem mágica. Foi a força de vontade de combater congestionamentos, a poluição do ar e melhorar a qualidade de vida da população que levou a Holanda a tornar-se exemplo mundial quando o assunto são as “magrelas”, com 26% de todos os movimentos de tráfego são feitos sobre duas rodas.
1 - Ciclismo: um negócio popular - Enquanto metade da população mundial associa as bicicletas a atividades de lazer, na Holanda, 9 em cada 10 viagens sobre duas rodas são para ir ao trabalho, ao mercado, à escola – ou seja, lá as magrelas são parte do cotidiano das pessoas, um meio de transporte para os deslocamentos diários.
Segundo dados do Dutch Cycling Embassy, um instituto que promove as bicicletas como transporte urbano ecológico, os 16 milhões de habitantes desse país possuem mais de 18 milhões de bikes, quer dizer que para cada pessoa há pelo menos uma bicicleta. Essa taxa é bem superior a de posse de carros: apenas uma a cada duas pessoas têm um veículo. Os números do uso da magrela são de impressionar, a começar pela quantidade de viagens diárias, em média de 14 milhões, o que representa 15 bilhões de quilômetros percorridos por ano, algo equivalente às viagens feitas de trem no país.
2 - Onde mais se pedala para estudar - O contato com as bikes começa desde cedo, a ponto das magrelas serem o meio de transporte mais importante para ir a escola: 40% dos alunos do ensino primário vão estudar de bike, enquanto apenas 25% realizam o percurso de carro. Pensa que os mais grandinhos perdem o gosto pela coisa? Não mesmo. Quando chegam no ensino médio, eles pedalam ainda mais – pelo menos 75% dos jovens nessa faixa vão de bike para o colégio e míseros 6% das viagens acontecem de automóvel.
3 - Quem investe, colhe - A promoção de um estilo de vida mais “verde” e saudável exigiu, obviamente, investimento constante na criação de infraestrutura para as magrelas e também em políticas públicas mais restritivas ao transporte particular sobre quatro-rodas. Na lista entram a redução do acesso de automóveis aos centros das cidades, criando áreas-livres de carros, redução da velocidade máxima para veículos automotivos em algumas ruas e ainda a cobrança de taxas elevadas para estacionamento.
Paralelamente, o ciclismo lucrou com a construção e expansão gradativa das malha cicloviária, que passou de 12 mil quilômetros em 1996 para o atuais 29 mil quilômetros. Em Amsterdã, a cidade mais amiga das bikes no mundo, as ruas são todas adaptadas para o tráfego sobre duas rodas, com ciclovias, corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até sinais especiais – resultado de um trabalho de infraestrutura de longa data. Entre 2007 e 2010, a cidade investiu 28 milhões de dólares por ano em projetos de ciclismo.
4 - Mercado quente - Apaixonados como são pelas bikes, os holandeses gastam em média 1,4 bilhões de dólares anualmente com manutenção e compra de suas bikes. O efeito das magrelas na economia holandesa extrapola as fronteiras nacionais: o país exporta mais de um milhão de bikes todos os anos (as bicicletas holandesas fazem sucesso pela robustez para carregar passageiros e mercadoria). Além disso, o país também pode ser considerado um laboratório, sempre em busca de novas tecnologias e inovações para tornar a prática do ciclismo mais agradável. Atualmente, segundo dados do Dutch Cycling Embassy, cerca de 60% das bicicletas vendidas no país são híbridas enquanto uma em cada oito é elétrica.
5 - Coringa da saúde - Muito mais do que os benefícios para o bolso, os holandeses conhecem bem as consequências positivas das magrelas para o meio ambiente e para sua própria saúde. O ciclismo funciona como um filtro da poluição atmosférica.
Segundo um estudo, se todos os habitantes da cidade de Utrecht parassem de andar de bicicleta, o uso de carro aumentaria entre 22% e 38%, o que causaria não só engarrafamentos terríveis, mas a um aumento de 70% nas emissões de CO2 associadas ao trânsito, o que se traduziria em uma menor qualidade de vida para os residentes e mais poluição do ar.
Créditos para: Vanessa Barbosa, de Info Exame.
sábado, 13 de outubro de 2012
TÉCNICA SOBRE DUAS RODAS
Homenageando o amigo Naian Meneghetti e outros batalhadores pela causa CICLOATIVISMO:
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