Começou a funcionar recentemente (28/01/2016) a parceria do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Oeste) com a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Mossoró. O projeto consiste na atuação dos agentes municipais de trânsito como mediadores e conciliadores de conflitos em casos de acidentes de trânsito sem vítimas.
O juiz José Herval Sampaio, coordenador do Cejusc, explica que esse é um modelo experimental com o objetivo de agilizar os procedimentos acerca do trânsito e ajudar a desafogar o Judiciário. O serviço vai beneficiar toda a população mossoroense, funciona 24 horas por dia e pode ser solicitado através do telefone 156. A expectativa é que sejam feitos entre cinco e 10 atendimentos diários.
Pioneirismo
O magistrado aponta que o serviço é pioneiro no país e deverá servir como modelo. “Mossoró é a primeira cidade do Brasil a ter agentes de trânsito realizando a função de conciliadores e mediadores. Em outros locais, temos o serviço de conciliação, mas é feito por pessoas ligadas a Justiça. Não tenho dúvidas que esse projeto vai servir de modelo para outros municípios. Vamos continuar capacitando os agentes e já em março nova turma vai participar do curso”, complementa.
Para possibilitar o projeto, os agentes de trânsito passaram por um curso de capacitação ministrado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Além disso, também foi estruturado um veículo exclusivo para fazer as ações após acidentes. O atendimento por parte dos agentes deve acontecer no próprio local do acidente, onde deve ser firmado um acordo entre as partes envolvidas, posteriormente homologado judicialmente.
“Os agentes foram capacitados e estão aptos para desempenhar essa nova função. Esse serviço é ágil, inovador e pioneiro no Brasil. As pessoas que se envolverem em algum acidente poderão receber todo o atendimento necessário. Essa agilidade no processo é muito importante para aliviar a angústia dessas ocorrências”, destaca o prefeito Francisco José Júnior.
Informações extraídas do site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem." (Rubem Alves)
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
ARAUCÁRIA-PR: MEDIANTE CURSO DE REEDUCAÇÃO, É POSSÍVEL CONVERTER MULTA DE TRÂNSITO EM ADVERTÊNCIA
O Departamento de Trânsito, vinculado à Secretaria de Urbanismo de Araucária, no Paraná, divulgou o calendário para o Curso de Reeducação de Trânsito em 2016. A primeiro curso, de 16 previstos, ocorre em 06 de fevereiro. Araucária adotou o curso de reeducação no trânsito como um dos requisitos para a concessão do benefício que prevê a conversão de multas em advertências. As inscrições devem ser feitas ao longo da semana no Departamento de Trânsito, que fica no 1º andar do Paço Municipal.
O benefício, conforme previsto no artigo 267 do Código Nacional de Trânsito, é considerado uma medida educativa para casos de infração de natureza leve ou média; isso inclui uma autuação do estacionamento rotativo, por exemplo. “É uma nova oportunidade para que este condutor reveja a legislação de trânsito”, destacou o agente de trânsito e instrutor Emílio Batista Júnior que, junto com Ivan Márcio Fonseca Filho, ministra a formação aos sábados. Entre o conteúdo da formação estão: informações sobre infrações de trânsito, comportamento do condutor e trânsito seguro para ao pedestre.
O curso, que ocorre no Anfiteatro da Prefeitura, tem duração de 3 horas e dá direito a certificado. É importante destacar que a formação é aberta não só a infratores, mas a qualquer interessado. É preciso ressaltar que a participação no curso não dá direito automático ao benefício. Cada caso é avaliado pela autoridade de trânsito, que define se o condutor tem direito ou não à medida educativa. Mais informações: 3614-1444.
Créditos para o site da Prefeitura de Araucária. Foto Carlos Poly/SMCS.
O benefício, conforme previsto no artigo 267 do Código Nacional de Trânsito, é considerado uma medida educativa para casos de infração de natureza leve ou média; isso inclui uma autuação do estacionamento rotativo, por exemplo. “É uma nova oportunidade para que este condutor reveja a legislação de trânsito”, destacou o agente de trânsito e instrutor Emílio Batista Júnior que, junto com Ivan Márcio Fonseca Filho, ministra a formação aos sábados. Entre o conteúdo da formação estão: informações sobre infrações de trânsito, comportamento do condutor e trânsito seguro para ao pedestre.
O curso, que ocorre no Anfiteatro da Prefeitura, tem duração de 3 horas e dá direito a certificado. É importante destacar que a formação é aberta não só a infratores, mas a qualquer interessado. É preciso ressaltar que a participação no curso não dá direito automático ao benefício. Cada caso é avaliado pela autoridade de trânsito, que define se o condutor tem direito ou não à medida educativa. Mais informações: 3614-1444.
Créditos para o site da Prefeitura de Araucária. Foto Carlos Poly/SMCS.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
CORONEL TELHADA QUER PLACAS NO CAPACETE DE MOTOQUEIROS EM SP
Segundo deputado mais votado em São Paulo, Coronel Telhada (PSDB) apresentou um projeto de lei, digamos, criativo, para tentar reduzir os crimes cometidos por motoqueiros.
Quer que seja obrigatório o uso de uma placa no capacete, com a mesma identificação da moto, tanto para o motorista, quanto para quem estiver na garupa. A multa para quem infringir a regra seria de R$ 300, além da apreensão do veículo.
No texto, ele admite que o projeto é “polêmico”. Justifica dizendo que é preciso distinguir “aqueles que usam as motos para fins de trabalho ou locomoção daqueles que usam para prática de furtos e delitos”.
Fonte: VEJA.
Quer que seja obrigatório o uso de uma placa no capacete, com a mesma identificação da moto, tanto para o motorista, quanto para quem estiver na garupa. A multa para quem infringir a regra seria de R$ 300, além da apreensão do veículo.
No texto, ele admite que o projeto é “polêmico”. Justifica dizendo que é preciso distinguir “aqueles que usam as motos para fins de trabalho ou locomoção daqueles que usam para prática de furtos e delitos”.
Fonte: VEJA.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
SEJA VOCÊ A MUDANÇA NO TRÂNSITO (DETRAN-CE)
CEARÁ - A Secretaria das Cidades através do Detran lança uma campanha estrelada por personalidades conhecidas dos cearenses: Xand Avião, da banda Aviões do Forró; os jogadores Ricardinho e Corrêa, representantes dos times do Ceará e Fortaleza; os humoristas Rossicléa e Tirullipa; a dupla sertaneja Luis Marcelo e Gabriel.
Com o conceito Seja você a mudança no trânsito. Respeite a vida, a campanha tem o objetivo de reduzir o número de acidentes no Ceará a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e a cidadania no trânsito.
O vídeo a seguir é protagonizado pela excelente humorista cearense ROSSICLÉA. Eu, em particular, gostei muito e utilizo-me deste blog para felicitar o Governador Camilo Santana pela demonstração de preocupação com o tema trânsito. Avante, Governador! Sejamos a mudança no trânsito!
Obs.: se desejar, deixe sua opinião sobre o vídeo nos comentários. Abraços, grato pela visita ao nosso Direito de Ir e Vir.
Com o conceito Seja você a mudança no trânsito. Respeite a vida, a campanha tem o objetivo de reduzir o número de acidentes no Ceará a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e a cidadania no trânsito.
O vídeo a seguir é protagonizado pela excelente humorista cearense ROSSICLÉA. Eu, em particular, gostei muito e utilizo-me deste blog para felicitar o Governador Camilo Santana pela demonstração de preocupação com o tema trânsito. Avante, Governador! Sejamos a mudança no trânsito!
Obs.: se desejar, deixe sua opinião sobre o vídeo nos comentários. Abraços, grato pela visita ao nosso Direito de Ir e Vir.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
DENATRAN: EM BREVE BRASIL FARÁ TESTES DE USO DE DROGAS EM FISCALIZAÇÕES
Em menos de um ano, o Brasil deve passar a fazer testes de uso de drogas em fiscalizações de trânsito, a exemplo do que ocorre com o bafômetro para o consumo de álcool. A afirmação foi dada pelo assessor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Daniel Cândido, em audiência pública nesta terça-feira (25) na Comissão de Viação e Transportes.
A falta dos kits para detecção de uso de drogas faz com que a Polícia Rodoviária Federal use a intuição, como explica o chefe da divisão de Planejamento Operacional do órgão, Edson Nunes de Souza. "Se ele apresenta algum comportamento que dá indícios de ter consumido algum tipo de substância e deu negativo no teste de etilômetro, a gente acredita que ele pode estar sob uso de alguma substância ativa. A gente pode encaminhá-lo à polícia judiciária para que esta faça os procedimentos e testes para analisar se realmente ele está sob efeito de alguma droga."
O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Telles, afirmou que, em 2013, a incidência de drogas ilícitas em acidentes aumentou um ponto percentual e chegou a 13%.
Bruno Telles ressaltou que cada morte em rodovia chega a custar ao Estado R$ 200 mil só em atendimento à vítima. “Isso sem contar os danos pra vítima, o quanto aquela pessoa que morreu no local deixa de produzir, tanto para si e seus familiares, e de pagar em imposto ao estado. São R$ 200 mil só em atendimento médico, hospitalar, emergência. Isso é muito pequeno. Isso pode financiar milhares de kits hoje para conduzir uma fiscalização mais adequada."
O dirigente citou pesquisa que mostra que dos 121 atropelamentos registrados no Distrito Federal em 2012, 57% das vitimas fizeram uso do álcool.
Detecção de drogas
Segundo Daniel Cândido, a análise dos produtos começou há poucas semanas e alguns detectam dezenas de drogas pela saliva. Entre as drogas verificadas pelo reagente, estão cocaína, maconha e opiáceos. "Deu entrada pra gente avaliar um equipamento, um produto que mede, na verdade, as substâncias psicoativas. A relação delas é enorme, de 30 a 40, que é feito pelo exame de saliva."
O assessor do Denatran acredita que em seis meses a avaliação do equipamento será concluída nas câmaras temáticas no Contran, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Pode, então, surgir uma minuta de resolução do Contran para regularizar o uso, como ocorreu com o bafômetro. Os bafômetros homologados pelo Denatran têm evitado acidentes ao amedrontar motoristas que pensam antes se vale a pena arriscar o consumo de álcool.”
Segundo pesquisa realizada pelo Ministério Público com dados coletados de boletins de ocorrência, laudos de perícia e exames de corpo de delito, 12% das vítimas fatais de acidentes de trânsito usaram drogas ilícitas. Destas, 71% usaram cocaína ou crack.
O deputado Hugo Leal (Pros-RJ), que sugeriu o debate, explica que o tema está sendo discutido em todo o mundo e, portanto, o Brasil não estaria atrasado.
Já está em vigor lei (13.103/15) que estabelece a realização de exame para analisar o consumo de drogas em motoristas que tirem ou renovem carteiras de habilitação para caminhão, ônibus e veículos com dois reboques.
Com informações da Agência Câmara
A falta dos kits para detecção de uso de drogas faz com que a Polícia Rodoviária Federal use a intuição, como explica o chefe da divisão de Planejamento Operacional do órgão, Edson Nunes de Souza. "Se ele apresenta algum comportamento que dá indícios de ter consumido algum tipo de substância e deu negativo no teste de etilômetro, a gente acredita que ele pode estar sob uso de alguma substância ativa. A gente pode encaminhá-lo à polícia judiciária para que esta faça os procedimentos e testes para analisar se realmente ele está sob efeito de alguma droga."
O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Telles, afirmou que, em 2013, a incidência de drogas ilícitas em acidentes aumentou um ponto percentual e chegou a 13%.
Bruno Telles ressaltou que cada morte em rodovia chega a custar ao Estado R$ 200 mil só em atendimento à vítima. “Isso sem contar os danos pra vítima, o quanto aquela pessoa que morreu no local deixa de produzir, tanto para si e seus familiares, e de pagar em imposto ao estado. São R$ 200 mil só em atendimento médico, hospitalar, emergência. Isso é muito pequeno. Isso pode financiar milhares de kits hoje para conduzir uma fiscalização mais adequada."
O dirigente citou pesquisa que mostra que dos 121 atropelamentos registrados no Distrito Federal em 2012, 57% das vitimas fizeram uso do álcool.
Detecção de drogas
Segundo Daniel Cândido, a análise dos produtos começou há poucas semanas e alguns detectam dezenas de drogas pela saliva. Entre as drogas verificadas pelo reagente, estão cocaína, maconha e opiáceos. "Deu entrada pra gente avaliar um equipamento, um produto que mede, na verdade, as substâncias psicoativas. A relação delas é enorme, de 30 a 40, que é feito pelo exame de saliva."
O assessor do Denatran acredita que em seis meses a avaliação do equipamento será concluída nas câmaras temáticas no Contran, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Pode, então, surgir uma minuta de resolução do Contran para regularizar o uso, como ocorreu com o bafômetro. Os bafômetros homologados pelo Denatran têm evitado acidentes ao amedrontar motoristas que pensam antes se vale a pena arriscar o consumo de álcool.”
Segundo pesquisa realizada pelo Ministério Público com dados coletados de boletins de ocorrência, laudos de perícia e exames de corpo de delito, 12% das vítimas fatais de acidentes de trânsito usaram drogas ilícitas. Destas, 71% usaram cocaína ou crack.
O deputado Hugo Leal (Pros-RJ), que sugeriu o debate, explica que o tema está sendo discutido em todo o mundo e, portanto, o Brasil não estaria atrasado.
Já está em vigor lei (13.103/15) que estabelece a realização de exame para analisar o consumo de drogas em motoristas que tirem ou renovem carteiras de habilitação para caminhão, ônibus e veículos com dois reboques.
Com informações da Agência Câmara
quinta-feira, 19 de março de 2015
FRENTE MISTA DO TRÂNSITO VAI PROPOR MEDIDAS PARA REDUZIR VIOLÊNCIA
No relançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Trânsito Seguro, nesta quinta-feira, deputados e gestores públicos defenderam a integração entre os poderes para criar medidas que reduzam a violência no trânsito.
A frente existe desde 2003 e uma de suas metas é contribuir para que o Brasil atinja meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010 que diz que os países devem reduzir em até 50% o número de mortos e feridos pela violência no trânsito até 2020.
Para o presidente da frente, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), é fundamental que os entes federais, estaduais e municipais, assim como outras instâncias do Poder Público, atuem em conjunto para elaborar medidas efetivas.
Integração do poder público
Hugo Leal também foi autor da Lei Seca (Lei 11.705/08), aprovada em 2008. "Não pode cada um achar que está fazendo seu trabalho e ninguém coletar o que está acontecendo no âmbito geral. O quê está acontecendo, quantos acidentes, por quê estão acontecendo e o que posso fazer para evitar. E aí não tem que dizer se a rodovia é federal, estadual ou municipal. O que interessa é como nós estamos dispostos a trabalhar, em conjunto, integrados, para trazer resultados."
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presente ao evento, reiterou a necessidade de integração entre União, estados e municípios.
O presidente da Associação Nacional dos Detrans e do Detran do Paraná, Marcos Traad, aposta no diálogo com a frente para que os projetos em tramitação na Câmara tenham mais prioridade. "Nós temos uma demanda de alterações do Código de Trânsito, algumas legislações novas que têm relação direta também com a segurança de trânsito e obviamente tentando fazer com que haja um entendimento maior sobre o papel e as responsabilidades dos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal."
Dados da ONU
Segundo relatório da ONU, os acidentes são a causa número um de mortes de jovens entre 15 e 29 anos no mundo, com 1,24 milhão de óbitos por ano. O estudo da ONU também aponta que três em cada quatro mortes são de pessoas do sexo masculino.
No Brasil, entre 2000 e 2011, o número de mortes nas vias públicas aumentou 49,2%, de acordo com o Mapa da Violência, pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
Autora de projeto de lei (PL 5568/13) que criminaliza a embriaguez no trânsito, a deputada Keiko Ota (PSB-SP) defende regras mais rígidas para evitar os acidentes. A matéria foi resultado de proposta de iniciativa popular lançada pela campanha "Não Foi Acidente".
"Acho que a gente tem que trabalhar em duas pontas: a prevenção, por cultura de paz, porque hoje a violência também é cultural; e também com leis mais duras. Tem que ter leis para punir, de fato, para coibir esse efeito da violência. São quase 30 mil homicídios por ano. Atropelamento, quando é embriagado, é também uma violência."
No lançamento da Década Mundial de Ação pela Segurança Viária, em 2010, a ONU reiterou que a palavra ‘acidente’ não é a mais adequada para definir acontecimentos no trânsito que fazem mortos e feridos, já que acidentes são inevitáveis e a maioria dos casos de violência no trânsito são por causas previsíveis.
A frente existe desde 2003 e uma de suas metas é contribuir para que o Brasil atinja meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010 que diz que os países devem reduzir em até 50% o número de mortos e feridos pela violência no trânsito até 2020.
Para o presidente da frente, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), é fundamental que os entes federais, estaduais e municipais, assim como outras instâncias do Poder Público, atuem em conjunto para elaborar medidas efetivas.
Integração do poder público
Hugo Leal também foi autor da Lei Seca (Lei 11.705/08), aprovada em 2008. "Não pode cada um achar que está fazendo seu trabalho e ninguém coletar o que está acontecendo no âmbito geral. O quê está acontecendo, quantos acidentes, por quê estão acontecendo e o que posso fazer para evitar. E aí não tem que dizer se a rodovia é federal, estadual ou municipal. O que interessa é como nós estamos dispostos a trabalhar, em conjunto, integrados, para trazer resultados."
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presente ao evento, reiterou a necessidade de integração entre União, estados e municípios.
O presidente da Associação Nacional dos Detrans e do Detran do Paraná, Marcos Traad, aposta no diálogo com a frente para que os projetos em tramitação na Câmara tenham mais prioridade. "Nós temos uma demanda de alterações do Código de Trânsito, algumas legislações novas que têm relação direta também com a segurança de trânsito e obviamente tentando fazer com que haja um entendimento maior sobre o papel e as responsabilidades dos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal."
Dados da ONU
Segundo relatório da ONU, os acidentes são a causa número um de mortes de jovens entre 15 e 29 anos no mundo, com 1,24 milhão de óbitos por ano. O estudo da ONU também aponta que três em cada quatro mortes são de pessoas do sexo masculino.
No Brasil, entre 2000 e 2011, o número de mortes nas vias públicas aumentou 49,2%, de acordo com o Mapa da Violência, pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
Autora de projeto de lei (PL 5568/13) que criminaliza a embriaguez no trânsito, a deputada Keiko Ota (PSB-SP) defende regras mais rígidas para evitar os acidentes. A matéria foi resultado de proposta de iniciativa popular lançada pela campanha "Não Foi Acidente".
"Acho que a gente tem que trabalhar em duas pontas: a prevenção, por cultura de paz, porque hoje a violência também é cultural; e também com leis mais duras. Tem que ter leis para punir, de fato, para coibir esse efeito da violência. São quase 30 mil homicídios por ano. Atropelamento, quando é embriagado, é também uma violência."
No lançamento da Década Mundial de Ação pela Segurança Viária, em 2010, a ONU reiterou que a palavra ‘acidente’ não é a mais adequada para definir acontecimentos no trânsito que fazem mortos e feridos, já que acidentes são inevitáveis e a maioria dos casos de violência no trânsito são por causas previsíveis.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
CÂMARA APROVA PROJETO QUE DEFINE JORNADA DIÁRIA PARA CAMINHONEIROS
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (11) a votação do projeto de lei (PL 4.246/12), que disciplina a jornada de trabalho e o tempo máximo de direção do motorista profissional, a chamada Lei dos Caminhoneiros. De acordo com a Agência Brasil, a jornada diária de trabalho foi fixada em oito horas, com possibilidade de duas horas extras. O texto diz ainda que se for acordado em convenção ou acordo coletivo, a jornada poderá ser estendida por mais duas horas, chegando a 12 horas de trabalho. Além dos caminhoneiros, a legislação também se aplica aos motoristas que trabalham com transporte rodoviário de passageiros.
O projeto aumenta também o tempo máximo que um caminhoneiro pode passar ao volante, que passa de quatro para cinco horas e meia, contínuas, mas enfatiza que o motorista deve descansar 30 minutos a cada seis horas de trabalho. O texto estabelece ainda que, a cada período de 24 horas, deve ser reservado tempo mínimo de 11 horas de descanso. Em situações excepcionais, o tempo de direção poderá ser elevado pelo período necessário para que o condutor, o veículo e a carga cheguem a um lugar que ofereça segurança.
A penalidade para o motorista que descumprir os períodos de repouso passa de grave para média, embora permaneça a retenção do veículo para cumprimento do tempo de descanso. Entretanto, a penalidade será registrada como grave se o motorista cometeu outra infração igual nos últimos 12 meses.
Nas viagens de longa distância, com duração maior que sete dias, a proposta concede repouso semanal de 35 horas, contra as 36 horas atuais, permitindo seu fracionamento em dois e o acúmulo de até três períodos de repouso seguidos, que poderão ser usufruídos no retorno da viagem.
O projeto torna obrigatória a realização de exame toxicológico específico para substâncias psicoativas que causem dependência ou, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção. Os motoristas terão até 90 dias para fazer o teste.
Os deputados analisaram os destaques ao projeto, que teve origem na Câmara, foi alterado na votação do Senado e em julho do ano passado teve o texto-base novamente aprovado pelos deputados, e agora vai para sanção presidencial.
Fonte: Agência Brasil.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
CICLOMOTORES E A AVOCAÇÃO DE RESPONSABILIDADES PELO ESTADO: OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?
Ciclomotores de 50 cilindradas. Foto divulgação: Dafra/Shineray
“CINQUENTINHAS” NA MIRA DE PROMOTORES E POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL NO RN: durante reunião realizada hoje ficou decidido que responsabilidade sobre a regulamentação das cinquentinhas passará a ser do Detran
Mediante a chamada acima transcrita, o periódico
intitulado Jornal de Hoje, editado no Rio Grande do Norte, noticiou, dia 07/02/2014,
que naquele Estado restou aprovado um Projeto de Lei ESTADUAL, obviamente, atribuindo
ao próprio ente federado – Estado do Rio Grande do Norte – a competência para
regulamentar (e, nessa linha, registrar e licenciar) os ciclomotores.
Trocando em miúdos, o referido Estado estaria chamando para
si a competência que, consoante o Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 24,
inciso XVII) cabe ao município.
Vamos às considerações:
1. A questão das cinquentinhas (como são popularmente conhecidos os ciclomotores[i]) é, sim, deveras preocupante. A esse respeito já escrevi algumas vezes[ii] e defendo, inclusive, que aqueles que comercializam ou divulgam ofertas para vender tais veículos distorcendo a Legislação de Trânsito e, ainda por cima, induzindo os compradores a erro, cometem crime contra as relações de consumo;
2. Como dito no introito, a responsabilidade em tela está afeta aos municípios. Como ela não tem sido devidamente assumida, gradativamente, foi se formando o entendimento de que alguns discursos de vendedores irresponsáveis seriam coerentes: “para pilotar a cinquentinha não é necessária a habilitação[iii]”; “não precisa emplacar” etc. Nesse sentido, a preocupação se justifica e a intenção não é boa. É ótima!
3. Não obstante, deixando de lado o campo das intenções (de subjetividade ilimitada), há que se atentar ao fato de que a Constituição Federal é explícita quando afirma ser competência privativa da União legislar sobre TRÂNSITO e transporte (art. 22, inciso XI). Em outras palavras, a iniciativa padece de INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL por usurpar a competência legislativa federal[iv];
4. Nesse contexto, cabe destacar que tramita na Câmara dos Deputados (a passos lentos, é bem verdade!) o Projeto de Lei nº 2.872/2008 que, após vários substitutivos a ele incorporados, prevê diversas alterações no CTB, dentre elas, a modificação do art. 24, XVII e do art. 129, excluindo da competência municipal o registro e o licenciamento dos ciclomotores, que passariam aos Estados e ao Distrito Federal, cujos órgãos ou entidades executivos de trânsito estão aparelhados para cumprir essas funções, de acordo com o art. 120 do CTB. Na prática, fazendo o que pretende fazer, sem que para tanto possua competência, o Estado do Rio Grande do Norte.
Fico aberto às críticas e às considerações dos seguidores e visitantes do blog.
[i] Veículos de duas ou três rodas, providos de um motor de combustão
interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos (3,05
polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a
cinquenta quilômetros por hora.
[ii] Ver, a propósito, artigo no Jornal O POVO, datado de
18/01/2013.
[iii] Sabe-se, contudo, que o CTB estabelece a obrigatoriedade
da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou da Carteira Nacional de
Habilitação (CNH) na categoria A. A expedição de um ou de outro documento (com
status de licença, cabe ao Estado);
[iv] O raciocínio é relativamente simples: "toda
a lei ordinária que, no todo ou em parte, contrarie ou transgrida um preceito
da Constituição, diz-se INCONSTITUCIONAL" (Darcy
AZAMBUJA, Teoria Geral do Estado, p. 172).
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
CURRÍCULO ESCOLAR PODERÁ TER EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO COMO DISCIPLINA OBRIGATÓRIA... OK. E AÍ?
Do portal
eletrônico do conceituado Jornal O POVO, colho e comento a seguinte notícia:
“Tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado um Projeto de Lei para incluir educação de trânsito nas disciplinas obrigatórios do currículo escolar do ensino básico. A proposta tem o objetivo de valorizar temas como ética, cidadania e respeito às leis. ‘O direcionamento desses valores para o ato de dirigir veículos automotores constituiria grande avanço na formação de cidadãos mais plenos e na consolidação da paz no trânsito’, diz o autor do projeto, ex-senador Flávio Arns”.
“Tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado um Projeto de Lei para incluir educação de trânsito nas disciplinas obrigatórios do currículo escolar do ensino básico. A proposta tem o objetivo de valorizar temas como ética, cidadania e respeito às leis. ‘O direcionamento desses valores para o ato de dirigir veículos automotores constituiria grande avanço na formação de cidadãos mais plenos e na consolidação da paz no trânsito’, diz o autor do projeto, ex-senador Flávio Arns”.
Pois bem,
deve ser meio complicado compreender como um sujeito que se mostra engajado – e
que torra a paciência alheia com um discurso chato e repetitivo sobre a
importância do capacete, do cinto de segurança, da direção defensiva etc. – um
sujeitinho que se diz sempre disposto a contribuir com um trânsito mais
humanizado e mais seguro (E QUE FALA TANTO EM EDUCAÇÃO!), não fica exultante diante da notícia acima, mas é que
sou mesmo contraditório. Nessa questão, em particular, filio-me à corrente
minoritária, pois entendo que o só fato de ter uma lei OBRIGANDO a abordar o
tema na escola NÃO acrescenta muito. O buraco é mais embaixo, é mais uma
questão de engajamento, de se perceber a importância e a urgência social, como
bem observa o sociólogo EDUARDO BIAVATI.
Penso que a
mera inserção do assunto como disciplina obrigatória não implicará,
necessariamente, no efetivo engajamento dos que fazem a escola. Cumprir a
obrigação legal, não raro é algo relativamente simples de ser feito (e, também
de ser ignorado). A chamada "municipalização" do trânsito é um
exemplo claro disso: em muitos casos, implica tão somente no cumprimento das
formalidades e na criação de alguns empregos com destinatários certos[1].
Em outros, ignora-se por completo a lei e fica por isso mesmo.
A propósito
de educação para o trânsito e de leis, não custa lembrar que o art. 23 da Lei Maior
do país (CF/1988), já fixa ser competência comum da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios:
[...]
XII –
estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
Por sua vez,
o Código de Trânsito Brasileiro, Lei nº 9.503 de 1997, institui que a educação
para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º
graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades
do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação (art.76).
Parágrafo
único. Para a finalidade prevista neste artigo, o Ministério da Educação e do
Desporto, mediante proposta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das
Universidades Brasileiras, diretamente ou mediante convênio, promoverá:
I - a
adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com
conteúdo programático sobre segurança de trânsito;
Não
bastasse, estamos vivenciando a Década Mundial de Ação pelo Trânsito Seguro,
instituída pela Resolução A/64/255, da Organização das Nações Unidas (ONU), onde, precisamente por conta da urgência social que a questão da
violência no trânsito representa, se estabeleceu o período de 2011 a 2020 como
um decênio onde deve se dar prioridade à AÇÃO (à práxis transformadora, que se opõe ao mero discurso). Por
intermédio da citada resolução, a ONU convocou todos os países signatários –
dentre eles, o Brasil – para uma grande cruzada em prol da vida, cuja meta principal
é diminuir em 50% os acidentes de trânsito em todo o mundo.
A questão é:
se diante de tudo isso, até hoje não conseguimos colocar em prática a adoção
desse currículo interdisciplinar, resolveremos o problema da educação para o trânsito (ou da falta dela) com mais
uma lei? Por força da lei ora comentada teríamos, amanhã, a escola e os professores totalmente
envolvidos com essa causa?
Infelizmente,
respeitando muitíssimo toda e qualquer opinião divergente, este incauto
pesquisador está com os que desconfiam dessa “boa-nova”.
[1] No
sentido de "previamente estabelecidos", pois, é comum que os destinatários certos
não sejam os profissionais mais qualificados.
Créditos da imagem para a fanpage do Jornal O POVO.
Créditos da imagem para a fanpage do Jornal O POVO.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
DESIGNER CRIA BICICLETA-AMBULÂNCIA PARA AGILIZAR ATENDIMENTOS
O Salve Bike pretende tornar mais rápido o
contato entre paramédicos e acidentados
Mesmo com suas escandalosas sirenes, as ambulâncias encontram muitas dificuldades para abrir espaços no trânsito das metrópoles brasileiras. Para dar uma opção mais ágil aos resgates, o designer de produtos Gabriel Delfino de Araújo desenvolveu uma bicicleta elétrica-ambulância: a Salve Bike.
O projeto foi seu trabalho de conclusão de curso, resultado de um ano de pesquisa em contato com bombeiros, paramédicos e funcionários de unidades de pronto atendimento. ”Minha ideia foi criar uma solução rápida, barata, ecologicamente correta, que pode tranquilamente usar os corredores entre os veículos ou até as ciclovias para chegar aos acidentados”, comenta Gabriel.
A Salve Bike pode ser uma boa solução para os atendimentos mais simples, que não envolvem o transporte do paciente. “O projeto pode ajudar no atendimento principalmente em curtas distâncias, em que o acidentado precisa urgentemente dos primeiros socorros”, afirma o designer.
Segundo Gabriel, uma ambulância equipada custa em média R$ 200 mil, enquanto uma bicicleta elétrica com equipamentos básicos de socorro, como desfibrilador, cilindro de oxigênio, talas, colete cervical, entre outros aparelhos, tem preço estimado em R$ 10 mil.
O designer vai agora levar seu projeto a órgãos públicos de atendimento, para tentar viabilizar seu uso.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
AMC REALIZA CREDENCIAMENTO PARA O USO DE VAGAS ESPECIAIS DE ESTACIONAMENTO
De 18 a 25 de setembro, a partir de 8h, na
avenida Beira-Mar, a Unidade Móvel da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços
Públicos e de Cidadania (AMC), realiza a emissão de credenciais para idosos e
pessoas com deficiência visando a utilização de vagas especiais de
estacionamento. A ação integra a programação da Semana de Mobilidade Urbana e
Semana Nacional de Trânsito, da Prefeitura de Fortaleza. A credencial é emitida
na hora, podendo ser utilizada imediatamente em qualquer veículo que o
credenciado esteja trafegando.
Para fazer o cadastro, a pessoa com deficiência tem que apresentar os seguintes documentos: fotocópia do laudo ou atestado médico atestando a deficiência, fotocópia do RG, fotocópia do CPF e fotocópia do comprovante de residência: água, luz ou telefone. Menores de idade precisam acrescentar a fotocópia do documento do responsável. O idoso precisa levar os mesmos documentos, com exceção do laudo médico.
Fiscalização
Nesta quinta-feira, 19, a partir de 15H, a AMC intensificará a fiscalização da ocupação irregular das vagas especiais de estacionamento na avenida Beira-Mar. Agentes de trânsito estarão no local autuando e rebocando os veículos que estiverem infringindo a legislação de trânsito.
Serviço:
Credenciamento de idosos e deficientes para uso das vagas especiais de estacionamento
18 a 21 de setembro
Local: Av. Beira-Mar, em frente à Estátua Iracema Guardiã
Horário: 8h às 18h
22 de setembro
Local: Aterrinho da Praia de Iracema
Horário: 8h às 12h
23 a 25 de setembro
Local: Av. Beira-Mar - Praça dos Estressados
Horário: 8h às 18h
sábado, 30 de março de 2013
DE BICICLETA: SEMEANDO ÁRVORES E BONS EXEMPLOS
Coisas
para fazer antes de morrer: escreva um livro, tenha um filho e plante uma
árvore. O clássico trio de tarefas para tornar sua vida significativa e
eternizar a sua pessoa é bonito e inspirador, mas nem todos seguem ao pé da
letra essas divertidas “obrigações”.
Pois
Henrique Lorenzi tem cumprido muito bem o último item: há 20 anos, planta
árvores por São Paulo – e ele vai de bicicleta!
Explicamos:
sobre duas rodas e com seus 66 anos de idade, o disposto Henrique busca locais
com pouco verde. Podem ser avenidas ou quaisquer áreas carentes de uma planta,
uma vida em meio à selva de pedras. Ele já plantou mais de mil mudas. Mil.
Isso, mil.
Esse
é o tipo de iniciativa a ser tomada como exemplo e inspiração. Movimentos como
o Mão na Praça reúnem pessoas interessadas em
revitalizar áreas verdes esquecidas na cidade. E não importa sua área de
atuação: plantar faz bem. E combinemos, dá muito menos trabalho do que escrever
um livro. Plante. Conviva.
Créditos para Movimento Conviva (http://www.movimentoconviva.com.br/site/). Imagem: reprodução/livegreentoronto.
terça-feira, 26 de março de 2013
CAPACETE NORTE-AMERICANO INOVA COM AMORTECEDORES DENTRO DO CASCO
Os pequenos amortecedores são colocados entre o casco e o revestimento interno do capacete
Por quase 60 anos, a tecnologia de construção de capacetes tem sido praticamente a mesma: casco de plástico injetado com um revestimento interno de poliestireno com uma forração de espuma. Entretanto a pequena fabricante de capacetes californiana 6D Helmets está inovando esse processo. Patente da marca, a tecnologia ODS (Omni-Directional Suspension) nada mais é que uma suspensão totalmente ativa dentro do capacete, um sistema de gestão da energia cinética gerada pelos impactos.
O principal objetivo da 6D Helmets era simples: projetar um capacete melhor para a prática do off-road, que diminuísse a possibilidade de concussões na cabeça causadas por acidentes em baixa velocidade, muito comuns na prática do Motocross. Com o sistema ODS, existe uma espécie de gel entre o casco e o revestimento interno de isopor que cria um espaço de ar isolante. Este material elastomérico colocado entre os dois planos dá uma qualidade multidirecional de amortecimento, em seis direções diferentes (daí o nome 6D). É este isolamento dos amortecedores em torno do revestimento completo, combinado com o espaço de ar isolante, que proporciona a capacidade de movimentação da suspensão ODS. Para entender melhor o funcionamento do sistema, assista a uma animação nesse link: http://vimeo.com/60213809.
Para se ter uma noção, a uma velocidade de 9 km/h, os capacetes 6D transferem uma força de 49 g para a cabeça do piloto. Um capacete convencional passa 79 g à mesma velocidade. Velocidades tão baixas podem parecer um pouco demais, mas, a maioria dos acidentes nas pistas de Motocross são quedas em baixa velocidade. As velocidades citadas não se referem à velocidade que a motocicleta estava, e sim a que velocidade o capacete colidiu com o chão.
A 6D Helmets atualmente fornece seus capacetes para os pilotos da equipe Geico Honda Team, que compete no AMA Supercross e AMA Motocross, campeonatos norte-americanos da modalidade. Para conhecer mais sobre o produto e os preços, dê uma olhada no site da 6D Helmets. (por Roberto Brandão Filho)
Créditos para o Blog INFOMOTOS.
Por quase 60 anos, a tecnologia de construção de capacetes tem sido praticamente a mesma: casco de plástico injetado com um revestimento interno de poliestireno com uma forração de espuma. Entretanto a pequena fabricante de capacetes californiana 6D Helmets está inovando esse processo. Patente da marca, a tecnologia ODS (Omni-Directional Suspension) nada mais é que uma suspensão totalmente ativa dentro do capacete, um sistema de gestão da energia cinética gerada pelos impactos.
O principal objetivo da 6D Helmets era simples: projetar um capacete melhor para a prática do off-road, que diminuísse a possibilidade de concussões na cabeça causadas por acidentes em baixa velocidade, muito comuns na prática do Motocross. Com o sistema ODS, existe uma espécie de gel entre o casco e o revestimento interno de isopor que cria um espaço de ar isolante. Este material elastomérico colocado entre os dois planos dá uma qualidade multidirecional de amortecimento, em seis direções diferentes (daí o nome 6D). É este isolamento dos amortecedores em torno do revestimento completo, combinado com o espaço de ar isolante, que proporciona a capacidade de movimentação da suspensão ODS. Para entender melhor o funcionamento do sistema, assista a uma animação nesse link: http://vimeo.com/60213809.
O piloto Eli Tomac da equipe Geico Honda já utiliza o capacete 6D
Para se ter uma noção, a uma velocidade de 9 km/h, os capacetes 6D transferem uma força de 49 g para a cabeça do piloto. Um capacete convencional passa 79 g à mesma velocidade. Velocidades tão baixas podem parecer um pouco demais, mas, a maioria dos acidentes nas pistas de Motocross são quedas em baixa velocidade. As velocidades citadas não se referem à velocidade que a motocicleta estava, e sim a que velocidade o capacete colidiu com o chão.
A 6D Helmets atualmente fornece seus capacetes para os pilotos da equipe Geico Honda Team, que compete no AMA Supercross e AMA Motocross, campeonatos norte-americanos da modalidade. Para conhecer mais sobre o produto e os preços, dê uma olhada no site da 6D Helmets. (por Roberto Brandão Filho)
Créditos para o Blog INFOMOTOS.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
CINTO DE SEGURANÇA DE TRÊS PONTOS PARA ÔNIBUS
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4254/12, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que inclui o cinto de segurança de três pontos entre os equipamentos obrigatórios em ônibus.
A exceção fica por conta dos ônibus destinados ao transporte de passageiros nos percursos em que seja permitido viajar em pé. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já obriga o uso de cinto de segurança em ônibus, com exceção daqueles em que seja permitido viajar em pé.
Ao regulamentar o código, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu o uso de cinto subabdominal (de dois pontos) para os passageiros. “O cinto de segurança de três pontos supera o de dois pontos quanto à proteção do corpo humano em caso de sinistros, por melhorar a distribuição e a absorção da força do impacto ao longo das áreas em que faz contato com o corpo: tórax e quadril”, diz o deputado.
O cinto de três pontos já é obrigatório para todos os assentos dos automóveis, com exceção dos assentos centrais, que podem utilizar o cinto subabdominal.
Segurança
Geraldo Resende ressalta que o cinto de segurança protege a vida das pessoas e reduz as consequências nefastas dos acidentes, impedindo impactos com partes internas dos veículos e que seus ocupantes sejam arremessados para fora. Na última segunda-feira (22), um acidente envolvendo um ônibus na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) provocou a morte de 15 pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os passageiros não usavam o cinto de segurança durante a viagem.
Prazo de adaptação
O projeto exige o cinto de três pontos em ônibus no prazo de um ano após a publicação da lei. Segundo o deputado, esse tempo é suficiente para o Contran regulamentar a norma e para os fabricantes adaptarem os veículos.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara
A exceção fica por conta dos ônibus destinados ao transporte de passageiros nos percursos em que seja permitido viajar em pé. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já obriga o uso de cinto de segurança em ônibus, com exceção daqueles em que seja permitido viajar em pé.
Ao regulamentar o código, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu o uso de cinto subabdominal (de dois pontos) para os passageiros. “O cinto de segurança de três pontos supera o de dois pontos quanto à proteção do corpo humano em caso de sinistros, por melhorar a distribuição e a absorção da força do impacto ao longo das áreas em que faz contato com o corpo: tórax e quadril”, diz o deputado.
O cinto de três pontos já é obrigatório para todos os assentos dos automóveis, com exceção dos assentos centrais, que podem utilizar o cinto subabdominal.
Segurança
Geraldo Resende ressalta que o cinto de segurança protege a vida das pessoas e reduz as consequências nefastas dos acidentes, impedindo impactos com partes internas dos veículos e que seus ocupantes sejam arremessados para fora. Na última segunda-feira (22), um acidente envolvendo um ônibus na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) provocou a morte de 15 pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os passageiros não usavam o cinto de segurança durante a viagem.
Prazo de adaptação
O projeto exige o cinto de três pontos em ônibus no prazo de um ano após a publicação da lei. Segundo o deputado, esse tempo é suficiente para o Contran regulamentar a norma e para os fabricantes adaptarem os veículos.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara
domingo, 21 de outubro de 2012
BICICLETA DE BAMBU
Um projeto que alia educação ambiental e acessibilidade ganha destaque na rede pública de educação de São Paulo. Alunos de uma escola pública recebem bicicletas feitas de bambu para o deslocamento de casa para o colégio. Atualmente, a iniciativa atende a 40 colégios, mas a intenção é estender a toda a rede. O programa Momento Ambiental acompanhou a montagem das bicicletas e o treinamento dos estudantes que recebem esses veículos especiais.
Fonte: Agrosoft Brasil
Fonte: Agrosoft Brasil
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
TRÂNSITO SERÁ CONTEÚDO DE AULAS NA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO PARANÁ
A Semana Nacional de Trânsito 2012 terminou nesta terça-feira (25) e, no Paraná, a data foi marcada por uma importante parceria, firmada entre o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a Secretaria de Estado da Educação. A partir do ano que vem, alunos da rede pública de ensino terão aulas com conteúdo voltado ao dia a dia no trânsito, com material didático especial e abordagem lúdica.
O objetivo é implementar a educação para o trânsito em todas as fases e diretrizes curriculares, começando das sextas até as nonas séries. "O Detran vai investir no material e capacitar os professores da rede estadual para tratar o assunto da melhor forma. Entendemos que é preciso estimular desde cedo a consciência das crianças e ensiná-las como se comportar e interagir no trânsito", explica o diretor-geral da autarquia, Marcos Traad. "O Detran está nos ajudando nesta luta que, sem dúvida, vale a pena e envolve todos nós. Essa integração é um importante avanço na busca por um trânsito mais seguro e pode ajudar a salvar vidas", ressaltou o diretor-geral da Secretaria, Jorge Eduardo Wekerlin.
Ações
O tema também passará a ser abordado nas ações educativas realizadas no Centro de Atividades Pedagógicas Vila da Cidadania, que fica em Piraquara, e recebe escolas de todo Paraná. " A ideia é ter um mini-Detran para que os alunos conheçam qual é a função deste órgão de trânsito, além de aprender sobre as etapas do processo de habilitação, pelo qual passarão no futuro", explica o coordenador pedagógico da Vila, Elival Couto Souza. Construído como uma mini-cidade, o local já permite atividades de respeito às leis de trânsito, como a importância da faixa de pedestre e noções de sinalização. Durante toda a Semana Nacional de Trânsito, as brincadeiras envolveram equilíbrio, velocidade, atenção, cuidado, visão e percepção, de acordo com a faixa etária dos alunos.
Somente nesta terça-feira (25), a Vila recebeu cerca de 340 alunos, vindos de dez escolas da Região Metropolitana de Curitiba. Durante as ações, os alunos aprenderam a atravessar na faixa de pedestres, o que fazer em caso de acidentes, como se comportar no trânsito, tanto nas ruas quanto dentro dos veículos, além de incentivo ao uso da cadeirinha e do cinto de segurança. Os alunos assistiram vídeos e receberam cartilhas e joguinhos educativos sobre o assunto. "Nosso objetivo é trabalhar valores, ética e cidadania para fazer com que essas crianças tenham um comportamento diferenciado no trânsito. Temos que educar para que mais tarde a punição não se faça necessária", defende o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Sotto Franco.
Semana Nacional
Com o tema "Não Exceda a Velocidade, Preserve a Vida" a campanha promovida pelo Departamento Nacional de Trânsito neste ano teve como objetivo sensibilizar os jovens sobre os perigos do excesso de velocidade. A escolha se deve ao fato de que motoristas na faixa etária, entre 18 e 25 anos, são considerados os mais vulneráveis em se envolver em acidentes de trânsito. Durante toda a semana o Detran realizou atividades em universidades do Estado, com blitzes educativas, palestras, atendimento móvel, estande informativo, oficina com manutenção e orientações para motociclistas e apresentações de peças teatrais. O Departamento também manteve as ações da campanha "Se Liga no Trânsito", nos bares e baladas das cidades paranaenses com maior número de acidentes.
Com informações do Portal do Trânsito.
domingo, 16 de setembro de 2012
GRUPO FAZ CARREATA PARA CONSCIENTIZAR(?) MOTORISTAS NO TRÂNSITO DE CAMPINAS
Um grupo formado por 25 veículos percorreu as principais avenidas de Campinas (SP), na tarde deste domingo (16). A ação seguiu com faixas de conscientização direcionadas aos motoristas de carros, caminhões e ônibus para respeitar os motociclistas.
Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a carreata saiu da Avenida Imperatriz Tereza Cristina, próximo ao centro de treinamento do Guarani, por volta das 15h30. Depois passou pelas avenidas Dr. Moraes Sales, Orozimbo Maia e Princesa d´Oeste. A ação não provocou congestionamento no trânsito. O trajeto levou cerca de uma hora com o monitoramento dos agentes de trânsito.
A Emdec não soube informar qual instituição organizou a manifestação. A empresa organizou pela manhã um passeio ciclístico para abrir a programação da Semana Municipal do Trânsito na cidade. Participaram do percurso de 8 km , cerca de 1,1 mil pessoas, que teve saída e chegada na Praça Arautos da Paz, ao lado da Lagoa do Taquaral.
Fonte: G1
Comentário: a julgar pela foto, não é pela força do exemplo que pretendem "conscientizar" quem quer que seja...
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
ESTUDANTE CRIA PROJETO PARA SALVAR VÍTIMAS DE TRÂNSITO
Interligado a um GPS, para-choque inteligente avisa seguradora no momento do acidente
Rio - Todo ano, milhares de pessoas vítimas de acidente de trânsito morrem devido à demora no socorro. Pensando nisso, o jovem Lucas Orosque, de 17 anos, criou um projeto que consiste primordialmente em salvar vidas e facilitar o trabalho da equipe de resgate. Trata-se de um para-choque inteligente que atende todo o carro.
Lucas é aluno da Escola Técnica Rezende-Rammel (ETRR), no Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. O trabalho faz parte das atividades pedagógicas do colégio. Segundo o estudante, que tem fascinação pela eletrônica, a ideia surgiu no ano passado num encontro com amigos. Ele buscou então orientação dos professores do núcleo de pesquisa da escola. “A partir daí, iniciei discussões e pesquisas sobre acidentes automobilísticos. Foi quando percebi a relevância que teria esse trabalho e comecei, logo em seguida, a confeccionar o projeto”, conta.
Os sistemas integrados ao para-choque entram em funcionamento a partir do momento em que há uma colisão a partir de 40Km/h (em movimento) ou 20Km/h em inércia (parado). Já há no mercado modelos que cortam o combustível e a ignição. No entanto, o protótipo do aluno, além de cortar o combustível e fazê-lo retornar dos dutos para o tanque, envia uma sinalização à central de resgate e à seguradora mais próxima do local do acidente. O sistema ainda informa, via GPS, onde o acidente aconteceu e quantas pessoas há dentro do veículo e se estavam com cinto de segurança.
- O objetivo principal é salvar vidas. A ideia é facilitar o trabalho das equipes de resgate mostrando todas as informações necessárias para garantir máxima eficiência no serviço. E ainda manter seguros os acidentados e as pessoas ao redor evitando uma possível explosão do veículo, que pode ser causada por um curto-circuito ou vazamento de combustível – explica.
O projeto já foi exposto em feiras tecnológicas, como, por exemplo, a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que aconteceu em março em São Paulo. O aluno, que estuda eletrônica há três anos, sonha em ser engenheiro de produção: “Sempre tive afinidade com produtos eletrônicos, desmontando-os para tentar entender seu funcionamento. E, por meio dessa curiosidade, consegui criar algo útil para salvar a vida de muitas pessoas”, diz orgulhoso.
Fonte: O Dia online
http://odia.ig.com.br/
Rio - Todo ano, milhares de pessoas vítimas de acidente de trânsito morrem devido à demora no socorro. Pensando nisso, o jovem Lucas Orosque, de 17 anos, criou um projeto que consiste primordialmente em salvar vidas e facilitar o trabalho da equipe de resgate. Trata-se de um para-choque inteligente que atende todo o carro.
Lucas é aluno da Escola Técnica Rezende-Rammel (ETRR), no Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. O trabalho faz parte das atividades pedagógicas do colégio. Segundo o estudante, que tem fascinação pela eletrônica, a ideia surgiu no ano passado num encontro com amigos. Ele buscou então orientação dos professores do núcleo de pesquisa da escola. “A partir daí, iniciei discussões e pesquisas sobre acidentes automobilísticos. Foi quando percebi a relevância que teria esse trabalho e comecei, logo em seguida, a confeccionar o projeto”, conta.
Os sistemas integrados ao para-choque entram em funcionamento a partir do momento em que há uma colisão a partir de 40Km/h (em movimento) ou 20Km/h em inércia (parado). Já há no mercado modelos que cortam o combustível e a ignição. No entanto, o protótipo do aluno, além de cortar o combustível e fazê-lo retornar dos dutos para o tanque, envia uma sinalização à central de resgate e à seguradora mais próxima do local do acidente. O sistema ainda informa, via GPS, onde o acidente aconteceu e quantas pessoas há dentro do veículo e se estavam com cinto de segurança.
- O objetivo principal é salvar vidas. A ideia é facilitar o trabalho das equipes de resgate mostrando todas as informações necessárias para garantir máxima eficiência no serviço. E ainda manter seguros os acidentados e as pessoas ao redor evitando uma possível explosão do veículo, que pode ser causada por um curto-circuito ou vazamento de combustível – explica.
O projeto já foi exposto em feiras tecnológicas, como, por exemplo, a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que aconteceu em março em São Paulo. O aluno, que estuda eletrônica há três anos, sonha em ser engenheiro de produção: “Sempre tive afinidade com produtos eletrônicos, desmontando-os para tentar entender seu funcionamento. E, por meio dessa curiosidade, consegui criar algo útil para salvar a vida de muitas pessoas”, diz orgulhoso.
Fonte: O Dia online
http://odia.ig.com.br/
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
JUSTIÇA DECIDE PUNIR COM MAIS RIGOR QUEM MATA AO VOLANTE
O programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo de televisão exibiu, no último domingo (09/09/2012), excelente reportagem onde aborda a questão dos crimes de trânsito, cujo teor se transcreve abaixo:
Nesta semana, a Justiça decidiu levar a júri popular o motorista de um carro de luxo que, em setembro do ano passado, provocou uma série de acidentes em São Paulo e matou uma pessoa. Segundo a perícia, Felipe Arenzon saía de uma casa noturna embriagado e estava a mais de 120 quilômetros por hora num lugar onde a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora. A decisão de punir com mais rigor quem mata ao volante é uma nova tendência entre os juízes brasileiros, como mostra a reportagem especial de Sônia Bridi e Paulo Zero.
“A Izabella foi feliz durante os 11 anos de vida dela. Se existiu alguém feliz foi ela”, lembra Argélia Gauto, mãe de Izabella.
“A gente saía, e tinha aquelas máquinas de tirar fotografia. A última foi essa que eu peguei o cabelo dela e fiz como se fosse o bigode”, mostra Chico Caruso, pai de Izabella.
As imagens feitas por Argélia deveriam ser de uma breve despedida. Izabella, a filha dela com o cartunista Chico Caruso, ia passar o ano novo na praia com a família da amiguinha. Mônica, a motorista, com a babá no banco da frente. Izabella atrás, entre os filhos de Mônica. Eles nunca chegaram ao destino.
“Eu falei: 'Não é possível, a morte não combina com ela, a morte não combina com ela'. Mas era verdade”, diz Chico.
O acidente foi bem perto da Praia de Búzios, no litoral do Rio. O policial militar André Luiz Fernandez vinha dirigindo na direção contrária à de Mônica. Foi jogado para fora da estrada por uma camionete que forçou uma ultrapassagem.
“O ônibus jogou pra lá também, porque não tinha muita pista pra jogar, por causa do poste. E eu vim parar no mato. Fui atrás dele para poder fazer o que eu tinha que fazer, entendeu? Dar voz de prisão”, conta Fernandez.
Mas era impossível seguir a camionete a mais de 140 quilômetros por hora na estrada cheia de curvas. Ele só ouviu a batida.
“Como se tivesse botado uma bomba. Foi um barulho seco, seco”, lembra o policial.
Na camionete o motorista levava a filha pequena no banco da frente, sem cinto de segurança. Ele perdeu o controle na curva e bateu em cheio na Scenic dirigida por Mônica. Ela e Izabella morreram na hora. O motorista da camionete se feriu levemente. A filha dele teve traumatismo craniano, mas sobreviveu.
“Não me lembro de nada, graças a Deus”. Três meses em coma, e seis anos de vai e vem a hospitais. A babá Rita de Cássia Antônio ficou cega de um olho. Tem um implante no quadril. E ainda precisa de uma cirurgia para corrigir a fratura no pulso.
“Eu fazia faxina a semana toda. Cada dia numa casa, de subir, descer escada, limpar parede, lavar cozinha, hoje em dia não tenho mais condições de fazer isso”, lamenta a babá.
Rita passa roupa para fora para complementar a aposentadoria de um salário mínimo por invalidez.
“Quando minha prima Argélia perguntou: 'O que vai acontecer com ele?'. Eu disse: 'Vai pagar uma cesta básica ou um trabalho comunitário, só isso'”, conta a advogada Jussara Gauto.
“No momento que eu entendi tudo, fui buscar a Justiça. Porque eu não aceitava. Ninguém ia me dar cesta básica”, relata Argélia.
A prima advogada foi buscar a pena de prisão para o motorista. “Eu havia dito para a Argélia: 'É uma tese que ainda não foi usada'. Em 2006, isso aí era como um tiro na Lua”, conta a prima.
Historicamente no Brasil, a morte no trânsito é tratada como homicídio culposo. É quando o acidente é provocado por descuido, imperícia, imprudência, ou o motorista não previu o risco, mesmo dirigindo embriagado ou em alta velocidade. A pena máxima é de quatro anos e pode ser convertida em serviços comunitários. Na maioria dos casos, o condenado escapa da cadeia doando cestas básicas.
Já no dolo eventual, ou homicídio doloso, a Justiça entende que o motorista assumiu o risco de matar ao andar em alta velocidade, embriagado ou participando de um racha, por exemplo. Nesse caso, o acusado vai para o banco dos réus e é o júri popular que determina se ele é culpado. A pena vai de seis a 20 anos de prisão. E foi essa a interpretação da Justiça no caso da morte de Izabella.
No mês passado, Juamir Dias Nogueira Junior foi condenado a oito anos de cadeia pelas mortes de Izabella e Mônica. Procurado pelo Fantástico, se recusou a comentar a sentença.
“No fundo, há uma luta entre o bem e o mal, e o que resultou disso? A aprovação do crime doloso para crime de trânsito”, conta Chico Caruso.
A luta é também no campo das ideias. Uma corrente jurídica considera que dolo não se aplica a crimes de trânsito.
“Em geral, os crimes de trânsito são culposos. No dolo, o agente afirma pra si mesmo: 'Aconteça o que acontecer, vou continuar dirigindo em excesso de velocidade'. E na culpa: 'Eu dirijo em excesso de velocidade porque sou um exímio motorista e posso evitar o acidente', explica o jurista Juarez Tavares.
“Se ele participa de um racha, de um pega, se ele dirige o veículo embriagado a meu ver, em tese, ele está assumindo. Ele pode não querer matar ninguém. Até presume-se que não queira, mas ele está assumindo um risco”, avalia o desembargador José Muiños Piñero.
Essa é a interpretação que está ganhando força.
A Justiça gaúcha quer botar no banco dos réus, por 17 tentativas de homicídio doloso, o motorista que em uma esquina de Porto Alegre se envolveu em uma disputa com ciclistas que faziam uma manifestação. E produziu cenas de violência que chocaram o país e correram o mundo.
A Justiça entendeu que ao acelerar pra cima dos ciclistas, o economista Ricardo José Neis assumiu o risco de matar ou machucar. Ele se defende dizendo que estava cercado e ameaçado pelos ciclistas e que, diante disso, teve que fugir.
Fantástico: O senhor se arrepende de ter acelerado?
Ricardo José Neis: É a mesma coisa que você perguntar se eu me arrependo de estar vivo, de ter preservado a vida do meu filho. Se eu quisesse eu teria machucado eles realmente, se fosse a minha intenção.
“Eu acho que nós tivemos muita sorte nisso e ele também. Porque eu não queria estar na consciência desse cara hoje”, diz o técnico de palco Marcos Rodrigues.
A maioria dos réus que a Justiça manda para o júri popular recorre para ser julgado por culpa, não por dolo. Os processos se arrastam durante anos.
A nova tendência da Justiça, de mandar para a cadeia quem mata no trânsito, é uma reação a números assustadores. Só em 2010, quase 43 mil pessoas foram mortas nas ruas e estradas do Brasil. Se continuar nesse ritmo, até 2015, vai ter mais gente morta por carros, ônibus, motos, e caminhões no país, do que a tiros, facadas, pancadas, ou seja, todas as outras formas de homicídio.
“O Brasil tem uma guerra nacional decorrente de acidentes de trânsito. Isso tem que ser de certa forma tolhido, diminuído ou erradicado”, observa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp.
O ministro Gilson Dipp foi o presidente da comissão de juristas que elaborou a proposta do novo Código Penal, que está sendo analisada no Senado.
Para facilitar a punição no trânsito, foi criado um novo tipo de culpa, a gravíssima ou temerária.
É para quando não for comprovado que o agente quis matar, nem assumiu o risco, mas agiu com temeridade. A pena passa para quatro a oito anos de prisão.
A proposta de lei enquadra como culpa gravíssima dirigir embriagado ou participar de racha. O racha seria punido com dois a quatro anos de prisão. E embriaguez, de um a três anos.
Assim, quem mata no trânsito poderia pegar penas maiores, e ir para a cadeia, sem passar pelo júri popular - o que ainda encontra resistência entre muitos juízes.
No Rio, o juiz mudou o processo contra Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, o filho da atriz Cissa Guimarães. Em vez de júri popular, ele vai responder por homicídio culposo.
Segundo testemunhas, Bussamra e o amigo Gabriel de Souza Ribeiro entraram num túnel fechado para obras para fazer um racha. Rafael andava de skate com amigos na boca do túnel e foi arremessado a 60 metros de distância.
O juiz alegou que o atropelador não agiu com indiferença, porque ligou para a polícia e a ambulância.
“ Os pais, o pai e o irmão foram lá para corromper essa polícia que eles chamaram para ajudar?”, afirma Cissa Guimarães, mãe de Rafael.
Pouco depois do acidente, Rafael Bussamra, o irmão e o pai foram flagrados por câmeras de segurança corrompendo policiais militares para esconder as provas do crime.
Os policiais já foram condenados a cinco anos de prisão, em regime semi-aberto, por corrupção passiva. Mais do que a pena máxima a que Bussamra está sujeito por homicídio culposo.
Rafael Bussamra, o pai, o irmão, e o advogado deles não quiseram falar ao Fantástico.
Cissa recorreu: “Eu vou até o final, pela memória do meu filho. Mas acima de tudo para acabar com essa impunidade que me dá enjoo. Que me dói”.
Há 12 anos, o advogado Luiz Felizardo Barroso tenta mandar para a cadeia os homens que ele considera responsáveis pela morte do filho.
“Toda justiça que tarda é a negação da própria justiça. E a nossa, no Brasil, infelizmente, tarda muito”, diz Barroso.
No escritório, o neto, que tinha oito anos quando ficou órfão, ocupa a mesa do pai, Ricardo de Camargo Barroso.
Amanhecia na véspera de Natal no ano 2000. Ricardo ia surfar. À sua frente, em outro carro, um amigo surfista, que nunca esqueceu daquela manhã.
Tinha um carro tombado no meio da pista. Ele e Ricardo deixaram os carros no acostamento, com o pisca alerta ligado. Ricardo tentava tirar o motorista preso nas ferragens.
“Nisso, o Peugeot começou a pegar fogo. Quando eu estou abaixado pegando o extintor de incêndio, eu escuto um barulho de freada forte e uma batida. Tinha um carro que tinha batido, com a frente toda levantada. E 'cadê o Ricardo? Cadê o Ricardo?', aquela confusão, poeirada danada”.
Ricardo, outro voluntário que ajudava no socorro do primeiro acidente e a vítima, que até então estava apenas ferida, morreram na hora.
Na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o carro que matou Ricardo e mais duas pessoas corria a mais de 110 km/h, dentro da cidade, e participava de um pega.
Os dois acusados - André Garcia Neumayer, que dirigia o carro que bateu, e Juliano Bataglia Ferreira, que participava do pega - foram mandados a júri popular, mas recorreram até o Superior Tribunal de Justiça, que confirmou a decisão.
Raphael Mattos, advogado dos acusados, ainda vai pedir embargo no Supremo Tribunal Federal: “Não houve pega, em primeiro lugar. E segundo, nós vamos ter que considerar que esses garotos são suicidas, eles assumiram o risco de ceifar suas próprias vidas a partir do momento que eles batem no outro carro”, defende o advogado.
Se conseguirem impedir o júri popular, os dois acusados não serão julgados por nada. Depois de 12 anos nos corredores da Justiça, a acusação por homicídio culposo já está prescrita.
Araçatuba, interior de São Paulo. Dois casos, duas decisões distintas. O carro em alta velocidade, fazendo pega, avança o sinal, provoca o acidente e deixa com sequelas um universitário brilhante.
O motorista, filho de um fazendeiro, é indiciado por homicídio doloso, foge, e é capturado numa fazenda no Mato Grosso.
Mas a sensação de que a Justiça de Araçatuba seria mais rigorosa com os crimes do trânsito durou pouco. Menos de três meses depois, o promotor encarregado da acusação se envolveu em um acidente numa rodovia que dá acesso à cidade. Provocou a morte de três pessoas. Mas ele não vai a júri popular. Alessandro, Alessandra e o filho dela, Adriel, de sete anos, morreram na hora. Na camionete do promotor foram encontradas bebidas. Na delegacia, um médico atestou a embriaguez, mas ele se negou a colher material para exame.
“Se fosse eu, estaria preso. Como ele é promotor e tem dinheiro,está lá”, lamenta Alberto dos Santos, pai de Alessandro.
O Ministério Público transferiu o promotor Wagner Rossi para São Paulo e o denunciou por homicídio culposo. Cinco anos depois do acidente, o foro especial do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o promotor a quatro anos de prisão, convertidos em serviços comunitários, suspensão da carteira de motorista por quatro anos e indenização de R$ 15 mil às famílias das vítimas. O advogado dele, Eduardo Carnelós, vai recorrer: "Claro que foi uma pena dura. Foi duríssima, foi duríssima. A palavra acidente existe porque acidentes acontecem".
Ao distinguir entre um acidente inevitável, e o comportamento arriscado e violento que mata no trânsito - a Justiça brasileira não só vai punir, mas prevenir tragédias.
“A vida da minha filha não tem preço. A gente não quer isso. A gente quer um mundo melhor, onde as pessoas possam sair se divertir, passear, brincar, e voltar pra casa”, pede Argélia.
Para assistir o vídeo da reportagem, clique aqui.
Fonte: http://www.globo.com/
Nesta semana, a Justiça decidiu levar a júri popular o motorista de um carro de luxo que, em setembro do ano passado, provocou uma série de acidentes em São Paulo e matou uma pessoa. Segundo a perícia, Felipe Arenzon saía de uma casa noturna embriagado e estava a mais de 120 quilômetros por hora num lugar onde a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora. A decisão de punir com mais rigor quem mata ao volante é uma nova tendência entre os juízes brasileiros, como mostra a reportagem especial de Sônia Bridi e Paulo Zero.
“A Izabella foi feliz durante os 11 anos de vida dela. Se existiu alguém feliz foi ela”, lembra Argélia Gauto, mãe de Izabella.
“A gente saía, e tinha aquelas máquinas de tirar fotografia. A última foi essa que eu peguei o cabelo dela e fiz como se fosse o bigode”, mostra Chico Caruso, pai de Izabella.
As imagens feitas por Argélia deveriam ser de uma breve despedida. Izabella, a filha dela com o cartunista Chico Caruso, ia passar o ano novo na praia com a família da amiguinha. Mônica, a motorista, com a babá no banco da frente. Izabella atrás, entre os filhos de Mônica. Eles nunca chegaram ao destino.
“Eu falei: 'Não é possível, a morte não combina com ela, a morte não combina com ela'. Mas era verdade”, diz Chico.
O acidente foi bem perto da Praia de Búzios, no litoral do Rio. O policial militar André Luiz Fernandez vinha dirigindo na direção contrária à de Mônica. Foi jogado para fora da estrada por uma camionete que forçou uma ultrapassagem.
“O ônibus jogou pra lá também, porque não tinha muita pista pra jogar, por causa do poste. E eu vim parar no mato. Fui atrás dele para poder fazer o que eu tinha que fazer, entendeu? Dar voz de prisão”, conta Fernandez.
Mas era impossível seguir a camionete a mais de 140 quilômetros por hora na estrada cheia de curvas. Ele só ouviu a batida.
“Como se tivesse botado uma bomba. Foi um barulho seco, seco”, lembra o policial.
Na camionete o motorista levava a filha pequena no banco da frente, sem cinto de segurança. Ele perdeu o controle na curva e bateu em cheio na Scenic dirigida por Mônica. Ela e Izabella morreram na hora. O motorista da camionete se feriu levemente. A filha dele teve traumatismo craniano, mas sobreviveu.
“Não me lembro de nada, graças a Deus”. Três meses em coma, e seis anos de vai e vem a hospitais. A babá Rita de Cássia Antônio ficou cega de um olho. Tem um implante no quadril. E ainda precisa de uma cirurgia para corrigir a fratura no pulso.
“Eu fazia faxina a semana toda. Cada dia numa casa, de subir, descer escada, limpar parede, lavar cozinha, hoje em dia não tenho mais condições de fazer isso”, lamenta a babá.
Rita passa roupa para fora para complementar a aposentadoria de um salário mínimo por invalidez.
“Quando minha prima Argélia perguntou: 'O que vai acontecer com ele?'. Eu disse: 'Vai pagar uma cesta básica ou um trabalho comunitário, só isso'”, conta a advogada Jussara Gauto.
“No momento que eu entendi tudo, fui buscar a Justiça. Porque eu não aceitava. Ninguém ia me dar cesta básica”, relata Argélia.
A prima advogada foi buscar a pena de prisão para o motorista. “Eu havia dito para a Argélia: 'É uma tese que ainda não foi usada'. Em 2006, isso aí era como um tiro na Lua”, conta a prima.
Historicamente no Brasil, a morte no trânsito é tratada como homicídio culposo. É quando o acidente é provocado por descuido, imperícia, imprudência, ou o motorista não previu o risco, mesmo dirigindo embriagado ou em alta velocidade. A pena máxima é de quatro anos e pode ser convertida em serviços comunitários. Na maioria dos casos, o condenado escapa da cadeia doando cestas básicas.
Já no dolo eventual, ou homicídio doloso, a Justiça entende que o motorista assumiu o risco de matar ao andar em alta velocidade, embriagado ou participando de um racha, por exemplo. Nesse caso, o acusado vai para o banco dos réus e é o júri popular que determina se ele é culpado. A pena vai de seis a 20 anos de prisão. E foi essa a interpretação da Justiça no caso da morte de Izabella.
No mês passado, Juamir Dias Nogueira Junior foi condenado a oito anos de cadeia pelas mortes de Izabella e Mônica. Procurado pelo Fantástico, se recusou a comentar a sentença.
“No fundo, há uma luta entre o bem e o mal, e o que resultou disso? A aprovação do crime doloso para crime de trânsito”, conta Chico Caruso.
A luta é também no campo das ideias. Uma corrente jurídica considera que dolo não se aplica a crimes de trânsito.
“Em geral, os crimes de trânsito são culposos. No dolo, o agente afirma pra si mesmo: 'Aconteça o que acontecer, vou continuar dirigindo em excesso de velocidade'. E na culpa: 'Eu dirijo em excesso de velocidade porque sou um exímio motorista e posso evitar o acidente', explica o jurista Juarez Tavares.
“Se ele participa de um racha, de um pega, se ele dirige o veículo embriagado a meu ver, em tese, ele está assumindo. Ele pode não querer matar ninguém. Até presume-se que não queira, mas ele está assumindo um risco”, avalia o desembargador José Muiños Piñero.
Essa é a interpretação que está ganhando força.
A Justiça gaúcha quer botar no banco dos réus, por 17 tentativas de homicídio doloso, o motorista que em uma esquina de Porto Alegre se envolveu em uma disputa com ciclistas que faziam uma manifestação. E produziu cenas de violência que chocaram o país e correram o mundo.
A Justiça entendeu que ao acelerar pra cima dos ciclistas, o economista Ricardo José Neis assumiu o risco de matar ou machucar. Ele se defende dizendo que estava cercado e ameaçado pelos ciclistas e que, diante disso, teve que fugir.
Fantástico: O senhor se arrepende de ter acelerado?
Ricardo José Neis: É a mesma coisa que você perguntar se eu me arrependo de estar vivo, de ter preservado a vida do meu filho. Se eu quisesse eu teria machucado eles realmente, se fosse a minha intenção.
“Eu acho que nós tivemos muita sorte nisso e ele também. Porque eu não queria estar na consciência desse cara hoje”, diz o técnico de palco Marcos Rodrigues.
A maioria dos réus que a Justiça manda para o júri popular recorre para ser julgado por culpa, não por dolo. Os processos se arrastam durante anos.
A nova tendência da Justiça, de mandar para a cadeia quem mata no trânsito, é uma reação a números assustadores. Só em 2010, quase 43 mil pessoas foram mortas nas ruas e estradas do Brasil. Se continuar nesse ritmo, até 2015, vai ter mais gente morta por carros, ônibus, motos, e caminhões no país, do que a tiros, facadas, pancadas, ou seja, todas as outras formas de homicídio.
“O Brasil tem uma guerra nacional decorrente de acidentes de trânsito. Isso tem que ser de certa forma tolhido, diminuído ou erradicado”, observa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp.
O ministro Gilson Dipp foi o presidente da comissão de juristas que elaborou a proposta do novo Código Penal, que está sendo analisada no Senado.
Para facilitar a punição no trânsito, foi criado um novo tipo de culpa, a gravíssima ou temerária.
É para quando não for comprovado que o agente quis matar, nem assumiu o risco, mas agiu com temeridade. A pena passa para quatro a oito anos de prisão.
A proposta de lei enquadra como culpa gravíssima dirigir embriagado ou participar de racha. O racha seria punido com dois a quatro anos de prisão. E embriaguez, de um a três anos.
Assim, quem mata no trânsito poderia pegar penas maiores, e ir para a cadeia, sem passar pelo júri popular - o que ainda encontra resistência entre muitos juízes.
No Rio, o juiz mudou o processo contra Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, o filho da atriz Cissa Guimarães. Em vez de júri popular, ele vai responder por homicídio culposo.
Segundo testemunhas, Bussamra e o amigo Gabriel de Souza Ribeiro entraram num túnel fechado para obras para fazer um racha. Rafael andava de skate com amigos na boca do túnel e foi arremessado a 60 metros de distância.
O juiz alegou que o atropelador não agiu com indiferença, porque ligou para a polícia e a ambulância.
“ Os pais, o pai e o irmão foram lá para corromper essa polícia que eles chamaram para ajudar?”, afirma Cissa Guimarães, mãe de Rafael.
Pouco depois do acidente, Rafael Bussamra, o irmão e o pai foram flagrados por câmeras de segurança corrompendo policiais militares para esconder as provas do crime.
Os policiais já foram condenados a cinco anos de prisão, em regime semi-aberto, por corrupção passiva. Mais do que a pena máxima a que Bussamra está sujeito por homicídio culposo.
Rafael Bussamra, o pai, o irmão, e o advogado deles não quiseram falar ao Fantástico.
Cissa recorreu: “Eu vou até o final, pela memória do meu filho. Mas acima de tudo para acabar com essa impunidade que me dá enjoo. Que me dói”.
Há 12 anos, o advogado Luiz Felizardo Barroso tenta mandar para a cadeia os homens que ele considera responsáveis pela morte do filho.
“Toda justiça que tarda é a negação da própria justiça. E a nossa, no Brasil, infelizmente, tarda muito”, diz Barroso.
No escritório, o neto, que tinha oito anos quando ficou órfão, ocupa a mesa do pai, Ricardo de Camargo Barroso.
Amanhecia na véspera de Natal no ano 2000. Ricardo ia surfar. À sua frente, em outro carro, um amigo surfista, que nunca esqueceu daquela manhã.
Tinha um carro tombado no meio da pista. Ele e Ricardo deixaram os carros no acostamento, com o pisca alerta ligado. Ricardo tentava tirar o motorista preso nas ferragens.
“Nisso, o Peugeot começou a pegar fogo. Quando eu estou abaixado pegando o extintor de incêndio, eu escuto um barulho de freada forte e uma batida. Tinha um carro que tinha batido, com a frente toda levantada. E 'cadê o Ricardo? Cadê o Ricardo?', aquela confusão, poeirada danada”.
Ricardo, outro voluntário que ajudava no socorro do primeiro acidente e a vítima, que até então estava apenas ferida, morreram na hora.
Na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o carro que matou Ricardo e mais duas pessoas corria a mais de 110 km/h, dentro da cidade, e participava de um pega.
Os dois acusados - André Garcia Neumayer, que dirigia o carro que bateu, e Juliano Bataglia Ferreira, que participava do pega - foram mandados a júri popular, mas recorreram até o Superior Tribunal de Justiça, que confirmou a decisão.
Raphael Mattos, advogado dos acusados, ainda vai pedir embargo no Supremo Tribunal Federal: “Não houve pega, em primeiro lugar. E segundo, nós vamos ter que considerar que esses garotos são suicidas, eles assumiram o risco de ceifar suas próprias vidas a partir do momento que eles batem no outro carro”, defende o advogado.
Se conseguirem impedir o júri popular, os dois acusados não serão julgados por nada. Depois de 12 anos nos corredores da Justiça, a acusação por homicídio culposo já está prescrita.
Araçatuba, interior de São Paulo. Dois casos, duas decisões distintas. O carro em alta velocidade, fazendo pega, avança o sinal, provoca o acidente e deixa com sequelas um universitário brilhante.
O motorista, filho de um fazendeiro, é indiciado por homicídio doloso, foge, e é capturado numa fazenda no Mato Grosso.
Mas a sensação de que a Justiça de Araçatuba seria mais rigorosa com os crimes do trânsito durou pouco. Menos de três meses depois, o promotor encarregado da acusação se envolveu em um acidente numa rodovia que dá acesso à cidade. Provocou a morte de três pessoas. Mas ele não vai a júri popular. Alessandro, Alessandra e o filho dela, Adriel, de sete anos, morreram na hora. Na camionete do promotor foram encontradas bebidas. Na delegacia, um médico atestou a embriaguez, mas ele se negou a colher material para exame.
“Se fosse eu, estaria preso. Como ele é promotor e tem dinheiro,está lá”, lamenta Alberto dos Santos, pai de Alessandro.
O Ministério Público transferiu o promotor Wagner Rossi para São Paulo e o denunciou por homicídio culposo. Cinco anos depois do acidente, o foro especial do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o promotor a quatro anos de prisão, convertidos em serviços comunitários, suspensão da carteira de motorista por quatro anos e indenização de R$ 15 mil às famílias das vítimas. O advogado dele, Eduardo Carnelós, vai recorrer: "Claro que foi uma pena dura. Foi duríssima, foi duríssima. A palavra acidente existe porque acidentes acontecem".
Ao distinguir entre um acidente inevitável, e o comportamento arriscado e violento que mata no trânsito - a Justiça brasileira não só vai punir, mas prevenir tragédias.
“A vida da minha filha não tem preço. A gente não quer isso. A gente quer um mundo melhor, onde as pessoas possam sair se divertir, passear, brincar, e voltar pra casa”, pede Argélia.
Para assistir o vídeo da reportagem, clique aqui.
Fonte: http://www.globo.com/
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
CET VAI INSTALAR 100 PLACAS PARA PEDESTRES
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai instalar até o fim de setembro 100 painéis luminosos para sinalizar faixas de pedestre
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai instalar até o fim de setembro 100 painéis luminosos para sinalizar faixas de pedestre que ficam no meio de quarteirões. Outros 400 serão colocados nas ruas até 150 dias depois da licitação.
O objetivo é alertar os motoristas de que naquele local existe uma faixa de pedestre. A iniciativa faz parte da campanha da CET para reduzir os atropelamentos na cidade.
A placa, que contém a imagem de um homem atravessando uma faixa, com o fundo azul, possui lâmpadas de LED na sua base para que seja visível no período noturno. Dessa forma, os pedestres ficam mais visíveis para os motoristas durante a noite.
Esse tipo de sinalização já é utilizada em países da Europa, como a Alemanha. A CET já vinha testando este luminoso na cidade.
Em dezembro do ano passado, um painel foi colocado na rua Boa Vista para avaliação. Segundo balanço de mortes no trânsito da CET, em 2011 617 pedestres foram vítimas de atropelamentos, uma queda de apenas 2,1% em relação às 630 mortes registradas em 2010.
Ao todo, 1.365 pessoas morreram em acidentes de trânsito no ano passado. Os pedestres, portanto, são 45% das vítimas fatais.
A companhia também promete dobrar até o fim do ano o número de painéis que orientam os motoristas sobre condições do trânsito (lentidão) e rotas alternativas. Hoje a cidade conta com 27 equipamentos deste tipo.
Fonte: BAND.COM.BR
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai instalar até o fim de setembro 100 painéis luminosos para sinalizar faixas de pedestre que ficam no meio de quarteirões. Outros 400 serão colocados nas ruas até 150 dias depois da licitação.
O objetivo é alertar os motoristas de que naquele local existe uma faixa de pedestre. A iniciativa faz parte da campanha da CET para reduzir os atropelamentos na cidade.
A placa, que contém a imagem de um homem atravessando uma faixa, com o fundo azul, possui lâmpadas de LED na sua base para que seja visível no período noturno. Dessa forma, os pedestres ficam mais visíveis para os motoristas durante a noite.
Esse tipo de sinalização já é utilizada em países da Europa, como a Alemanha. A CET já vinha testando este luminoso na cidade.
Em dezembro do ano passado, um painel foi colocado na rua Boa Vista para avaliação. Segundo balanço de mortes no trânsito da CET, em 2011 617 pedestres foram vítimas de atropelamentos, uma queda de apenas 2,1% em relação às 630 mortes registradas em 2010.
Ao todo, 1.365 pessoas morreram em acidentes de trânsito no ano passado. Os pedestres, portanto, são 45% das vítimas fatais.
A companhia também promete dobrar até o fim do ano o número de painéis que orientam os motoristas sobre condições do trânsito (lentidão) e rotas alternativas. Hoje a cidade conta com 27 equipamentos deste tipo.
Fonte: BAND.COM.BR
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