"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem." (Rubem Alves)
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
MARANHÃO: JUSTIÇA DETERMINA PERDA DO CARGO DA PREFEITA DE AÇAILÂNDIA
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) informou que juiz Ângelo Antonio Alencar, da 1ª Vara de Açailândia, decidiu, na semana passada, pela perda do cargo de prefeita de Açailândia. A decisão implica também na suspensão dos direitos políticos por cinco anos de Gleide Lima Santos.
De acordo com o MPMA, a prefeita praticou improbidade administrativa. No primeiro caso, Gleide contratou de forma irregular centenas de servidores, mesmo com a existência de duas listas de aprovados em concursos públicos ainda vigentes.
No segundo caso, a prefeita, pouco depois de sua posse em janeiro de 2013, determinou o recolhimento dos autos de infração dos agentes de trânsito, inviabilizando o regular exercício das suas atribuições de fiscalização e autuação das infrações de trânsito. Além disso, de acordo com os relatos dos servidores, a prefeita teria imposto aos agentes a execução de tarefas diversas das suas atribuições, configurando ilegal desvio de função.
Na sentença da ação referente às contratações irregulares, o juiz Ângelo Antonio Alencar, da 1ª Vara de Açailândia, considerou que a prefeita agiu de forma deliberada contra os princípios da administração pública. “É inescusável o provimento de cargos sem a observância da ordem de classificados em concurso homologado, o que foi levado a efeito pela prefeita, mesmo após advertida pelo MP”.
No que se refere à questão dos agentes de trânsito, a justiça classificou como abuso de poder e afronta ao princípio da legalidade a retirada dos talonários para aplicação de multas e ainda expôs à população “às previsíveis consequências da desorganização e insegurança no tráfego urbano”. Por conta disso, o juiz determinou que a prefeita restitua os talonários aos agentes e se abstenha de retê-los novamente.
Punição – Além da perda da função e da suspensão dos direitos políticos, Gleide Santos será obrigada a pagar multa civil no valor equivalente a 10 vezes a remuneração percebida à época dos fatos, atualizada monetariamente, a ser revertida em favor do Município de Açailândia; e fica ainda proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos, contados do trânsito em julgado desta decisão.
Com informações do MPMA
De acordo com o MPMA, a prefeita praticou improbidade administrativa. No primeiro caso, Gleide contratou de forma irregular centenas de servidores, mesmo com a existência de duas listas de aprovados em concursos públicos ainda vigentes.
No segundo caso, a prefeita, pouco depois de sua posse em janeiro de 2013, determinou o recolhimento dos autos de infração dos agentes de trânsito, inviabilizando o regular exercício das suas atribuições de fiscalização e autuação das infrações de trânsito. Além disso, de acordo com os relatos dos servidores, a prefeita teria imposto aos agentes a execução de tarefas diversas das suas atribuições, configurando ilegal desvio de função.
Na sentença da ação referente às contratações irregulares, o juiz Ângelo Antonio Alencar, da 1ª Vara de Açailândia, considerou que a prefeita agiu de forma deliberada contra os princípios da administração pública. “É inescusável o provimento de cargos sem a observância da ordem de classificados em concurso homologado, o que foi levado a efeito pela prefeita, mesmo após advertida pelo MP”.
No que se refere à questão dos agentes de trânsito, a justiça classificou como abuso de poder e afronta ao princípio da legalidade a retirada dos talonários para aplicação de multas e ainda expôs à população “às previsíveis consequências da desorganização e insegurança no tráfego urbano”. Por conta disso, o juiz determinou que a prefeita restitua os talonários aos agentes e se abstenha de retê-los novamente.
Punição – Além da perda da função e da suspensão dos direitos políticos, Gleide Santos será obrigada a pagar multa civil no valor equivalente a 10 vezes a remuneração percebida à época dos fatos, atualizada monetariamente, a ser revertida em favor do Município de Açailândia; e fica ainda proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos, contados do trânsito em julgado desta decisão.
Com informações do MPMA
domingo, 16 de fevereiro de 2014
MULHER COM DEFICIÊNCIA, QUE NÃO SOPROU O BAFÔMETRO E SOFREU CONSTRANGIMENTO, SERÁ INDENIZADA
O estado do Rio de Janeiro vai indenizar em R$ 45 mil uma mulher
que foi autuada por dirigir bêbada depois de não soprar o bafômetro em uma
blitz da Lei Seca. O problema é que a motorista não tinha bebido, mas
simplesmente não conseguia soprar o aparelho por ter o lado esquerdo do rosto
paralisado, devido a uma deficiência. Ela chegou a perder a carteira de
motorista. O caso aconteceu em 2012 e, na época o coordenador da "Operação
Lei Seca", major Marco Andrade, reconheceu o erro, cancelou a multa,
devolveu a CNH à mulher e pediu desculpas.
Mesmo assim, em resposta à ação indenizatória interposta por
Esther Naveira e Silva, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendeu que
houve dano moral e material pelo despreparo com o qual os agentes lidaram com a
situação.
No caso, Esther tem hamiplegia cerebral e uma das consequências
da doença é a paralisação da parte esquerda do corpo. Representada
pelo advogado Rogério Beze, do RBLAW Advogados, ela interpôs ação
indenizatória pedindo que o estado do Rio de Janeiro pague pelo dano moral e
material.
O estado do Rio contestou, alegando a que a mulher deve se
submeter à legislação como qualquer cidadão e que, sendo assim, não houve
nenhuma ilegalidade e nem excesso por parte dos agentes de fiscalização.
No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a juíza Alessandra
Tufvesson reconheceu que a carteira de habilitação da mulher tem restrições, o
seu carro tem o adesivo indicativo da condição de deficiente, e que ela
mencionou várias vezes que tinha necessidades especiais. O magistrado citou
também o vídeo que foi feito logo após a abordagem inicial que demonstra a
dificuldade de comunicação e locomoção de Esther, além do despreparo da equipe
que fez a operação — “na medida em que não tinha nenhum ideia da forma de
verificação da verossimilhança de sua alegação”, afirmou.
Em relação a defesa do estado do Rio sobre a impossibilidade de
tratar a mulher de maneira diferente, a juíza entendeu que deveria sim ter sido
conferido um tratamento diferenciado à mulher, “no mínimo mais cauteloso”, para
não submetê-la à situação humilhante.
Ainda, segundo Alessandra, a defesa do Rio de Janeiro é
contraditória, já que o Coordenador da Operação Lei Seca, Major Marco Andrade,
pediu desculpas públicas em relação à atuação de seus agentes, devolvendo
carteira de habilitação à mulher. “Conclui-se, logicamente, que a administração
pública reconheceu o próprio erro. No entanto, curiosamente, ao longo do
tramite processual, a parte ré inova, afirmando a legitimidade do procedimento
adotado na abordagem da autora”, disse.
A magistrada entendeu que a rigidez na operação não serve como
justificativa para o que aconteceu, mesmo porque a rigidez demonstrou o
despreparo da equipe. Como exemplo, a juíza citou afirmação do próprio
coordenador sobre a possibilidade de usar outro método de aferição em que a
mulher só precisava respirar normalmente em frente ao aparelho.
Como a conduta foi desproporcional, o estado do Rio de Janeiro
deve indenizar a mulher. Em relação aos danos morais a falta de preparo dos
agentes de fiscalização provocou constrangimento que deve ser reparado em R$ 45
mil, decidiu a juíza. O cálculo dos danos materiais também levou em conta
que a cassação irregular da carteira de habilitação fez com que a mulher
ficasse sem dirigir, gerando despesas com táxi para o seu deslocamento. Nesse
ponto, a juíza entendeu que o valor de R$ 132, pedido pela autora, é
suficiente.
Clique aqui para ler a decisão.
Clique aqui para ler a decisão.
EMPRESA É CONDENADA POR CARREGAR FUNCIONÁRIOS EM COMPARTIMENTO DE CARGA
A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), de Juiz de Fora
(MG), vai pagar R$ 10 mil de danos morais a três funcionários por tê-los
transportado na caçamba de uma camionete durante o expediente, sentados em
caixotes e no meio de ferramentas sujas de esgoto. Esse transporte acontecia
quatro vezes por dia, durante um período que variava de 30 a 60 minutos cada
viagem. A decisão é da 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
"A caçamba de veículo de carga não é local apropriado para
o transporte de pessoas (artigo 230, II, do CTB), notadamente pela ausência de
dispositivos de segurança que pudessem socorrer os trabalhadores em caso de
eventual sinistro”, afirmou o ministro Renato de Lacerda Paiva. Ele citou
também que os obreiros ficavam expostos a doenças.
A decisão contraria o proferido pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 15º Região (Campinas), que havia excluído a empresa da condenação,
por não ver "comprovados os pressupostos necessários para a caracterização
da responsabilidade da reclamada".
No entanto, o ministro Lacerda Paiva ressaltou que o próprio
TRT-15, em seu acórdão, descreveu que a prova testemunhal convenceu no sentido
de que o transporte era, de fato, feito em caminhão, com carroceria aberta. E,
sendo assim, além desse transporte oferecido pela reclamada não atender às
normas de higiene e segurança, o que comporta punição específica do órgão
competente, tal enseja o reconhecimento de dano moral.
O ministro disse ainda que, mesmo que o transporte seja uma
prática comum, há ofensa à dignidade do trabalhador que se vê obrigado a
locomover-se para as frentes de trabalho em cima da carroceria aberta de
caminhão, geralmente usada para transporte de animais, sujeitando-se a
infortúnios.
Para a 2ª Turma, os elementos conduta — negligência com a segurança
dos empregados —, dano e nexo de causalidade foram comprovados, e justifica a
reparação pelo dano moral experimentado.
Com informações da
Assessoria de Imprensa do TST.
Foto apenas ilustrativa, da autoria de Alejandro Cartagena.
Processo: RR – 241-74.2011.5.03.0035
Foto apenas ilustrativa, da autoria de Alejandro Cartagena.
Processo: RR – 241-74.2011.5.03.0035
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
SUBINDO A ESCADA ROLANTE PELO LADO QUE DESCE
Segue texto de minha autoria, postado originalmente em meu perfil no Facebook
Hoje fiquei feliz ao conhecer Camila, uma garota bonita e de sorriso enigmático que poderia se chamar Tereza, Patrícia, Maria Carolina, que é o nome belíssimo de minha mãe, ou simplesmente Maria.
A conheci por aqui mesmo (no “Face”), mas ainda não tive oportunidade de lhe indagar sobre sonhos, projetos ou coisa do tipo. Ela, por certo, os possui. Pesquisando em sua página vejo que no dia 10 deste mês Camila escreveu: “E hoje começa mesmo né?! O Curso de Qualidade no Atendimento?”. Trata-se de uma boa pista, afinal, iniciar um curso e procurar qualificar-se é próprio de quem tem projetos, de quem carrega aspirações e deseja progredir. Camila transparece essa vontade, mesmo quando a vemos em uma foto no universo virtual e, devo confessar, pessoas que manifestam essa gana de crescer me encantam.
Vou seguir Camila. Para saber mais a respeito dessa garota bonita e de sorriso enigmático, lancei o seu nome completo naquele famoso buscador, dei um “enter” e constatei estupefato que, no plano terreno, Camila não avançará. Ela não realizará os seus projetos e nem concluirá o curso de qualidade no atendimento. Aliás, aquela postagem sobre o curso foi a última que ela realizou. Aos 22 anos de idade, Camila teve a sua história prematuramente interrompida em um acidente de trânsito (ainda não devidamente esclarecido) na BR 304, quando pilotava sua motocicleta se deslocando para Itaiçaba/CE, onde morava.
Em homenagem a Camila e a aproximadamente outros 50.000 brasileiros que, ano a ano, têm as suas histórias canceladas por conta da violência no trânsito, continuemos nós, que ainda temos a oportunidade de escrever nossas narrativas, a subir com muito cuidado “a escada rolante pelo lado que desce” (expressão que tomo emprestada de Lya Luft).
Hoje, através de uma foto, conheci Camila.
Hoje me entristeci ao conhecer Camila que não terei oportunidade de conhecer.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
CICLOMOTORES E A AVOCAÇÃO DE RESPONSABILIDADES PELO ESTADO: OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?
Ciclomotores de 50 cilindradas. Foto divulgação: Dafra/Shineray
“CINQUENTINHAS” NA MIRA DE PROMOTORES E POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL NO RN: durante reunião realizada hoje ficou decidido que responsabilidade sobre a regulamentação das cinquentinhas passará a ser do Detran
Mediante a chamada acima transcrita, o periódico
intitulado Jornal de Hoje, editado no Rio Grande do Norte, noticiou, dia 07/02/2014,
que naquele Estado restou aprovado um Projeto de Lei ESTADUAL, obviamente, atribuindo
ao próprio ente federado – Estado do Rio Grande do Norte – a competência para
regulamentar (e, nessa linha, registrar e licenciar) os ciclomotores.
Trocando em miúdos, o referido Estado estaria chamando para
si a competência que, consoante o Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 24,
inciso XVII) cabe ao município.
Vamos às considerações:
1. A questão das cinquentinhas (como são popularmente conhecidos os ciclomotores[i]) é, sim, deveras preocupante. A esse respeito já escrevi algumas vezes[ii] e defendo, inclusive, que aqueles que comercializam ou divulgam ofertas para vender tais veículos distorcendo a Legislação de Trânsito e, ainda por cima, induzindo os compradores a erro, cometem crime contra as relações de consumo;
2. Como dito no introito, a responsabilidade em tela está afeta aos municípios. Como ela não tem sido devidamente assumida, gradativamente, foi se formando o entendimento de que alguns discursos de vendedores irresponsáveis seriam coerentes: “para pilotar a cinquentinha não é necessária a habilitação[iii]”; “não precisa emplacar” etc. Nesse sentido, a preocupação se justifica e a intenção não é boa. É ótima!
3. Não obstante, deixando de lado o campo das intenções (de subjetividade ilimitada), há que se atentar ao fato de que a Constituição Federal é explícita quando afirma ser competência privativa da União legislar sobre TRÂNSITO e transporte (art. 22, inciso XI). Em outras palavras, a iniciativa padece de INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL por usurpar a competência legislativa federal[iv];
4. Nesse contexto, cabe destacar que tramita na Câmara dos Deputados (a passos lentos, é bem verdade!) o Projeto de Lei nº 2.872/2008 que, após vários substitutivos a ele incorporados, prevê diversas alterações no CTB, dentre elas, a modificação do art. 24, XVII e do art. 129, excluindo da competência municipal o registro e o licenciamento dos ciclomotores, que passariam aos Estados e ao Distrito Federal, cujos órgãos ou entidades executivos de trânsito estão aparelhados para cumprir essas funções, de acordo com o art. 120 do CTB. Na prática, fazendo o que pretende fazer, sem que para tanto possua competência, o Estado do Rio Grande do Norte.
Fico aberto às críticas e às considerações dos seguidores e visitantes do blog.
[i] Veículos de duas ou três rodas, providos de um motor de combustão
interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos (3,05
polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a
cinquenta quilômetros por hora.
[ii] Ver, a propósito, artigo no Jornal O POVO, datado de
18/01/2013.
[iii] Sabe-se, contudo, que o CTB estabelece a obrigatoriedade
da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou da Carteira Nacional de
Habilitação (CNH) na categoria A. A expedição de um ou de outro documento (com
status de licença, cabe ao Estado);
[iv] O raciocínio é relativamente simples: "toda
a lei ordinária que, no todo ou em parte, contrarie ou transgrida um preceito
da Constituição, diz-se INCONSTITUCIONAL" (Darcy
AZAMBUJA, Teoria Geral do Estado, p. 172).
IMAGENS GERADAS A PARTIR DE CÂMERAS NAS ESTRADAS E RODOVIAS PODEM FUNDAMENTAR A APLICAÇÃO DE MULTAS
Desde dezembro de 2013, infrações de trânsito flagradas por
câmeras podem gerar autuação.
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) regulamentou, através da
resolução 471, publicada em 18 de dezembro de 2013, a fiscalização de trânsito
por intermédio de videomonitoramento em estradas e rodovias.
A autorização é baseada no
art. 280, § 2º do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): “a
infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade ou do agente da
autoridade de trânsito, por aparelho eletrônico, ou por equipamento
audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente
disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN” (grifo nosso).
A norma permite que a
autoridade ou o agente de autoridade de trânsito autue condutores e veículos
que cometam infrações flagradas por sistemas de câmeras, desde que se
especifique no campo “observação” do auto de infração, a forma de constatação
do cometimento, ou seja – por videomonitoramento.
A regulamentação é
fundamentada na necessidade de intensificar a fiscalização nas vias públicas
para inibir a prática de condutas infratoras, que por vezes causam acidentes de
trânsito e ceifam vidas.
O objetivo principal de
utilização desse mecanismo de fiscalização é a preservação da vida, já que o
sistema coibirá preventivamente o cometimento de infrações evitando acidentes,
pois o motorista que trafegar pelas rodovias distritais ficará atento à forma
de dirigir, já que o fato de estar sendo monitorado será determinante na tomada
de decisões para o cometimento ou não de infrações – educando os condutores
para o trânsito.
Segundo o engenheiro diretor
de Tráfego do DER, Carlos Alberto Mundim Pena, a importância dessa
regulamentação está na punição dos condutores infratores que realizam manobras
arriscadas nas rodovias, colocando em perigo a própria vida e a de terceiros.
“Quando a nova modalidade de autuação estiver popularizada, se tornará uma
medida preventiva para que os motoristas não cometam infrações, atuando de
forma educativa, e, portanto, elevando a segurança aos usuários das rodovias
distritais”, informa Mundim.
PLACAS
INFORMATIVAS
Outro pré-requisito para a
autuação à distância é a via estar devidamente sinalizada por placas,
informando que é monitorada por câmeras que permitem a autuação de infrações de
trânsito.
As câmeras possuem zoom
óptico de 35 vezes, filmam as vias 24 horas por dia, sete dias por semana,
armazenando dados dos últimos 30 dias automaticamente, ou por mais tempo,
mediante o comando humano.
O sistema, que antes era
utilizado apenas para monitorar flagras de acidentes de trânsito – essencialmente
reduzindo o tempo de resposta no atendimento, com o deslocamento de uma viatura
mais rapidamente para o local - agora, incluirá em sua função a autuação à
distância, conforme a resolução em questão, com o flagra “on line”, via câmeras
de monitoramento, já que são operadas por agentes de trânsito.
De acordo com o Chefe do
Núcleo de Operações de Trânsito do DER/DF, Eber Vitor Felix da Silva, essa nova
modalidade de fiscalização aumenta a eficiência na prevenção e na repressão de
infrações. “Temos aumento na eficácia porque o monitoramento é 24 horas e cada
agente de trânsito consegue visualizar, ao mesmo tempo, diferentes pontos de
diferentes rodovias em uma única tela, já que é na forma de mosaico”, ressalta
Silva.
Com informações da agente de Trânsito,
Graziela Portela, do DER/DF.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
CICLISTA: QUEDA EM BURACO NA VIA PÚBLICA GERA INDENIZAÇÃO
Conforme
previsto nos artigos 5º, XLIX, e 37, parágrafo 6º, da Constituição Federal, é
dever do município conservar a via pública, respondendo por
danos independentemente de culpa de agente público.
Assim,
a 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo
reformou decisão de primeira instância e condenou a Prefeitura de Araçatuba a
indenizar moradora que caiu de bicicleta em via pública, devido a um buraco não
sinalizado. O acidente provocou ferimentos na mulher e em sua filha, que estava
na garupa.
Em
seu voto, o relator da ação, desembargador Carlos Eduardo Pachi esclareceu
que a responsabilidade no caso é objetiva, não sendo necessária a comprovação
de dolo. "Seus únicos requisitos são a comprovação do dano e
consequente nexo de causalidade com o comportamento danoso",
explicou.
Para
o relator ficou demonstrada a responsabilidade do Poder Público no acidente,
pois a via esburacada estava aberta e desprovida de sinalização. “Fotografia e
relato das testemunhas (nos autos) demonstram a existência do buraco e
comprovam a má conservação da rua. A presença de dano moral no caso é inegável,
já que o acidente ocasionou lesões e abalo psicológico à moradora e sua filha”,
afirmou em seu voto.
O
pedido de indenização pelos danos materiais, em razão do conserto da bicicleta,
não foi atendido, pois o recibo não estava no nome da autora. Os
desembargadores Jeferson Moreira de Carvalho e Décio de Moura Notarangeli,
integrantes da turma julgadora, acompanharam o voto do relator.
UM BREVE COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO:
A indenização foi estipulada em R$ 2.000,00 (dois mil reais). O lado bom desta notícia é que vem se fortalecendo uma tendência acertada, por parte do Judiciário, no sentido de responsabilizar o município que, pela sua omissão no que se refere ao bom gerenciamento do trânsito, causa danos ao Administrado. O lado ruim, é que a Justiça decidindo por estabelecer indenizações em valores tão ínfimos, acaba quase motivando o gestor municipal a continuar agindo com desleixo, fazendo pouco caso de suas obrigações no que se refere ao trânsito seguro.
Para mais informações, acesse o link do processo no site do TJSP.
Com
informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.
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