"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem." (Rubem Alves)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

R$ 12,8 MILHÕES SÃO LIBERADOS PARA PROJETO VIDA NO TRÂNSITO

Os recursos para o projeto devem ser investidos na implantação de observatórios de trânsito que se destinam à integração de dados e informações sobre feridos e mortes
Estrada: pelos dados do Ministério da Saúde, mais de 300 mil brasileiros morreram no trânsito, de 2000 a 2008

Brasília – O Ministério da Saúde vai liberar R$ 12,8 milhões para o Projeto Vida no Trânsito para capitais e municípios de todo o país com mais de 500 mil habitantes. A média repassada para cada cidade será de R$ 200 mil – os valores serão reduzidos ou ampliados conforme o número total de habitantes do município. Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Saúde e serão investidos em educação, saúde e prevenção de acidentes de trânsito. A autorização de liberação de recursos foi publicada ontem (11) no Diário Oficial da União.

Os recursos para o Projeto Vida no Trânsito, criado em 2010, devem ser investidos na implantação de observatórios de trânsito que se destinam à integração de dados e informações sobre feridos e mortes.

Os recursos serão utilizados também na capacitação e formação de pessoal, como profissionais de saúde, de trânsito e também de educação. Os responsáveis pelo Distrito Federal, pelas capitais e pelos municípios atendidos pelo programa terão de elaborar planos de ações, que serão examinados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde.

Pelos dados do Ministério da Saúde, mais de 300 mil brasileiros morreram no trânsito, de 2000 a 2008.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2009, indicam que 1,3 milhão de pessoas morre anualmente no trânsito e que, até 2030, esse número poderá chegar a 2,4 milhões, caso medidas não sejam tomadas. Mais de 90% dos acidentes com mortes ocorrem em países de baixa e média renda, que concentram menos da metade da frota mundial de veículos motorizados.

Os usuários mais vulneráveis são os pedestres, motociclistas e ciclistas. Os dados mostram, também, que 44% dos países no mundo não têm políticas que estimulem o uso de transporte público como alternativa aos automóveis.

(Créditos para Renata Giraldi, da Agência Brasil)

AGORA É ARREGAÇAR AS MANGAS, SENHORES GESTORES!!

ESTUDANTE CRIA PROJETO PARA SALVAR VÍTIMAS DE TRÂNSITO

Interligado a um GPS, para-choque inteligente avisa seguradora no momento do acidente

Rio - Todo ano, milhares de pessoas vítimas de acidente de trânsito morrem devido à demora no socorro. Pensando nisso, o jovem Lucas Orosque, de 17 anos, criou um projeto que consiste primordialmente em salvar vidas e facilitar o trabalho da equipe de resgate. Trata-se de um para-choque inteligente que atende todo o carro.

Lucas é aluno da Escola Técnica Rezende-Rammel (ETRR), no Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. O trabalho faz parte das atividades pedagógicas do colégio. Segundo o estudante, que tem fascinação pela eletrônica, a ideia surgiu no ano passado num encontro com amigos. Ele buscou então orientação dos professores do núcleo de pesquisa da escola. “A partir daí, iniciei discussões e pesquisas sobre acidentes automobilísticos. Foi quando percebi a relevância que teria esse trabalho e comecei, logo em seguida, a confeccionar o projeto”, conta.

Os sistemas integrados ao para-choque entram em funcionamento a partir do momento em que há uma colisão a partir de 40Km/h (em movimento) ou 20Km/h em inércia (parado). Já há no mercado modelos que cortam o combustível e a ignição. No entanto, o protótipo do aluno, além de cortar o combustível e fazê-lo retornar dos dutos para o tanque, envia uma sinalização à central de resgate e à seguradora mais próxima do local do acidente. O sistema ainda informa, via GPS, onde o acidente aconteceu e quantas pessoas há dentro do veículo e se estavam com cinto de segurança.

- O objetivo principal é salvar vidas. A ideia é facilitar o trabalho das equipes de resgate mostrando todas as informações necessárias para garantir máxima eficiência no serviço. E ainda manter seguros os acidentados e as pessoas ao redor evitando uma possível explosão do veículo, que pode ser causada por um curto-circuito ou vazamento de combustível – explica.

O projeto já foi exposto em feiras tecnológicas, como, por exemplo, a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que aconteceu em março em São Paulo. O aluno, que estuda eletrônica há três anos, sonha em ser engenheiro de produção: “Sempre tive afinidade com produtos eletrônicos, desmontando-os para tentar entender seu funcionamento. E, por meio dessa curiosidade, consegui criar algo útil para salvar a vida de muitas pessoas”, diz orgulhoso.

Fonte: O Dia online
http://odia.ig.com.br/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

JUSTIÇA DECIDE PUNIR COM MAIS RIGOR QUEM MATA AO VOLANTE

O programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo de televisão exibiu, no último domingo (09/09/2012), excelente reportagem onde aborda a questão dos crimes de trânsito, cujo teor se transcreve abaixo:

Nesta semana, a Justiça decidiu levar a júri popular o motorista de um carro de luxo que, em setembro do ano passado, provocou uma série de acidentes em São Paulo e matou uma pessoa. Segundo a perícia, Felipe Arenzon saía de uma casa noturna embriagado e estava a mais de 120 quilômetros por hora num lugar onde a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora. A decisão de punir com mais rigor quem mata ao volante é uma nova tendência entre os juízes brasileiros, como mostra a reportagem especial de Sônia Bridi e Paulo Zero.

“A Izabella foi feliz durante os 11 anos de vida dela. Se existiu alguém feliz foi ela”, lembra Argélia Gauto, mãe de Izabella.

“A gente saía, e tinha aquelas máquinas de tirar fotografia. A última foi essa que eu peguei o cabelo dela e fiz como se fosse o bigode”, mostra Chico Caruso, pai de Izabella.

As imagens feitas por Argélia deveriam ser de uma breve despedida. Izabella, a filha dela com o cartunista Chico Caruso, ia passar o ano novo na praia com a família da amiguinha. Mônica, a motorista, com a babá no banco da frente. Izabella atrás, entre os filhos de Mônica. Eles nunca chegaram ao destino.

“Eu falei: 'Não é possível, a morte não combina com ela, a morte não combina com ela'. Mas era verdade”, diz Chico.

O acidente foi bem perto da Praia de Búzios, no litoral do Rio. O policial militar André Luiz Fernandez vinha dirigindo na direção contrária à de Mônica. Foi jogado para fora da estrada por uma camionete que forçou uma ultrapassagem.

“O ônibus jogou pra lá também, porque não tinha muita pista pra jogar, por causa do poste. E eu vim parar no mato. Fui atrás dele para poder fazer o que eu tinha que fazer, entendeu? Dar voz de prisão”, conta Fernandez.

Mas era impossível seguir a camionete a mais de 140 quilômetros por hora na estrada cheia de curvas. Ele só ouviu a batida.

“Como se tivesse botado uma bomba. Foi um barulho seco, seco”, lembra o policial.

Na camionete o motorista levava a filha pequena no banco da frente, sem cinto de segurança. Ele perdeu o controle na curva e bateu em cheio na Scenic dirigida por Mônica. Ela e Izabella morreram na hora. O motorista da camionete se feriu levemente. A filha dele teve traumatismo craniano, mas sobreviveu.

“Não me lembro de nada, graças a Deus”. Três meses em coma, e seis anos de vai e vem a hospitais. A babá Rita de Cássia Antônio ficou cega de um olho. Tem um implante no quadril. E ainda precisa de uma cirurgia para corrigir a fratura no pulso.

“Eu fazia faxina a semana toda. Cada dia numa casa, de subir, descer escada, limpar parede, lavar cozinha, hoje em dia não tenho mais condições de fazer isso”, lamenta a babá.

Rita passa roupa para fora para complementar a aposentadoria de um salário mínimo por invalidez.

“Quando minha prima Argélia perguntou: 'O que vai acontecer com ele?'. Eu disse: 'Vai pagar uma cesta básica ou um trabalho comunitário, só isso'”, conta a advogada Jussara Gauto.

“No momento que eu entendi tudo, fui buscar a Justiça. Porque eu não aceitava. Ninguém ia me dar cesta básica”, relata Argélia.

A prima advogada foi buscar a pena de prisão para o motorista. “Eu havia dito para a Argélia: 'É uma tese que ainda não foi usada'. Em 2006, isso aí era como um tiro na Lua”, conta a prima.

Historicamente no Brasil, a morte no trânsito é tratada como homicídio culposo. É quando o acidente é provocado por descuido, imperícia, imprudência, ou o motorista não previu o risco, mesmo dirigindo embriagado ou em alta velocidade. A pena máxima é de quatro anos e pode ser convertida em serviços comunitários. Na maioria dos casos, o condenado escapa da cadeia doando cestas básicas.

Já no dolo eventual, ou homicídio doloso, a Justiça entende que o motorista assumiu o risco de matar ao andar em alta velocidade, embriagado ou participando de um racha, por exemplo. Nesse caso, o acusado vai para o banco dos réus e é o júri popular que determina se ele é culpado. A pena vai de seis a 20 anos de prisão. E foi essa a interpretação da Justiça no caso da morte de Izabella.

No mês passado, Juamir Dias Nogueira Junior foi condenado a oito anos de cadeia pelas mortes de Izabella e Mônica. Procurado pelo Fantástico, se recusou a comentar a sentença.

“No fundo, há uma luta entre o bem e o mal, e o que resultou disso? A aprovação do crime doloso para crime de trânsito”, conta Chico Caruso.

A luta é também no campo das ideias. Uma corrente jurídica considera que dolo não se aplica a crimes de trânsito.

“Em geral, os crimes de trânsito são culposos. No dolo, o agente afirma pra si mesmo: 'Aconteça o que acontecer, vou continuar dirigindo em excesso de velocidade'. E na culpa: 'Eu dirijo em excesso de velocidade porque sou um exímio motorista e posso evitar o acidente', explica o jurista Juarez Tavares.

“Se ele participa de um racha, de um pega, se ele dirige o veículo embriagado a meu ver, em tese, ele está assumindo. Ele pode não querer matar ninguém. Até presume-se que não queira, mas ele está assumindo um risco”, avalia o desembargador José Muiños Piñero.

Essa é a interpretação que está ganhando força.

A Justiça gaúcha quer botar no banco dos réus, por 17 tentativas de homicídio doloso, o motorista que em uma esquina de Porto Alegre se envolveu em uma disputa com ciclistas que faziam uma manifestação. E produziu cenas de violência que chocaram o país e correram o mundo.

A Justiça entendeu que ao acelerar pra cima dos ciclistas, o economista Ricardo José Neis assumiu o risco de matar ou machucar. Ele se defende dizendo que estava cercado e ameaçado pelos ciclistas e que, diante disso, teve que fugir.

Fantástico: O senhor se arrepende de ter acelerado?
Ricardo José Neis: É a mesma coisa que você perguntar se eu me arrependo de estar vivo, de ter preservado a vida do meu filho. Se eu quisesse eu teria machucado eles realmente, se fosse a minha intenção.

“Eu acho que nós tivemos muita sorte nisso e ele também. Porque eu não queria estar na consciência desse cara hoje”, diz o técnico de palco Marcos Rodrigues.

A maioria dos réus que a Justiça manda para o júri popular recorre para ser julgado por culpa, não por dolo. Os processos se arrastam durante anos.

A nova tendência da Justiça, de mandar para a cadeia quem mata no trânsito, é uma reação a números assustadores. Só em 2010, quase 43 mil pessoas foram mortas nas ruas e estradas do Brasil. Se continuar nesse ritmo, até 2015, vai ter mais gente morta por carros, ônibus, motos, e caminhões no país, do que a tiros, facadas, pancadas, ou seja, todas as outras formas de homicídio.

“O Brasil tem uma guerra nacional decorrente de acidentes de trânsito. Isso tem que ser de certa forma tolhido, diminuído ou erradicado”, observa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp.

O ministro Gilson Dipp foi o presidente da comissão de juristas que elaborou a proposta do novo Código Penal, que está sendo analisada no Senado.

Para facilitar a punição no trânsito, foi criado um novo tipo de culpa, a gravíssima ou temerária.
É para quando não for comprovado que o agente quis matar, nem assumiu o risco, mas agiu com temeridade. A pena passa para quatro a oito anos de prisão.

A proposta de lei enquadra como culpa gravíssima dirigir embriagado ou participar de racha. O racha seria punido com dois a quatro anos de prisão. E embriaguez, de um a três anos.

Assim, quem mata no trânsito poderia pegar penas maiores, e ir para a cadeia, sem passar pelo júri popular - o que ainda encontra resistência entre muitos juízes.

No Rio, o juiz mudou o processo contra Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, o filho da atriz Cissa Guimarães. Em vez de júri popular, ele vai responder por homicídio culposo.

Segundo testemunhas, Bussamra e o amigo Gabriel de Souza Ribeiro entraram num túnel fechado para obras para fazer um racha. Rafael andava de skate com amigos na boca do túnel e foi arremessado a 60 metros de distância.

O juiz alegou que o atropelador não agiu com indiferença, porque ligou para a polícia e a ambulância.

“ Os pais, o pai e o irmão foram lá para corromper essa polícia que eles chamaram para ajudar?”, afirma Cissa Guimarães, mãe de Rafael.

Pouco depois do acidente, Rafael Bussamra, o irmão e o pai foram flagrados por câmeras de segurança corrompendo policiais militares para esconder as provas do crime.

Os policiais já foram condenados a cinco anos de prisão, em regime semi-aberto, por corrupção passiva. Mais do que a pena máxima a que Bussamra está sujeito por homicídio culposo.

Rafael Bussamra, o pai, o irmão, e o advogado deles não quiseram falar ao Fantástico.

Cissa recorreu: “Eu vou até o final, pela memória do meu filho. Mas acima de tudo para acabar com essa impunidade que me dá enjoo. Que me dói”.

Há 12 anos, o advogado Luiz Felizardo Barroso tenta mandar para a cadeia os homens que ele considera responsáveis pela morte do filho.

“Toda justiça que tarda é a negação da própria justiça. E a nossa, no Brasil, infelizmente, tarda muito”, diz Barroso.

No escritório, o neto, que tinha oito anos quando ficou órfão, ocupa a mesa do pai, Ricardo de Camargo Barroso.

Amanhecia na véspera de Natal no ano 2000. Ricardo ia surfar. À sua frente, em outro carro, um amigo surfista, que nunca esqueceu daquela manhã.

Tinha um carro tombado no meio da pista. Ele e Ricardo deixaram os carros no acostamento, com o pisca alerta ligado. Ricardo tentava tirar o motorista preso nas ferragens.

“Nisso, o Peugeot começou a pegar fogo. Quando eu estou abaixado pegando o extintor de incêndio, eu escuto um barulho de freada forte e uma batida. Tinha um carro que tinha batido, com a frente toda levantada. E 'cadê o Ricardo? Cadê o Ricardo?', aquela confusão, poeirada danada”.

Ricardo, outro voluntário que ajudava no socorro do primeiro acidente e a vítima, que até então estava apenas ferida, morreram na hora.

Na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o carro que matou Ricardo e mais duas pessoas corria a mais de 110 km/h, dentro da cidade, e participava de um pega.

Os dois acusados - André Garcia Neumayer, que dirigia o carro que bateu, e Juliano Bataglia Ferreira, que participava do pega - foram mandados a júri popular, mas recorreram até o Superior Tribunal de Justiça, que confirmou a decisão.

Raphael Mattos, advogado dos acusados, ainda vai pedir embargo no Supremo Tribunal Federal: “Não houve pega, em primeiro lugar. E segundo, nós vamos ter que considerar que esses garotos são suicidas, eles assumiram o risco de ceifar suas próprias vidas a partir do momento que eles batem no outro carro”, defende o advogado.

Se conseguirem impedir o júri popular, os dois acusados não serão julgados por nada. Depois de 12 anos nos corredores da Justiça, a acusação por homicídio culposo já está prescrita.

Araçatuba, interior de São Paulo. Dois casos, duas decisões distintas. O carro em alta velocidade, fazendo pega, avança o sinal, provoca o acidente e deixa com sequelas um universitário brilhante.

O motorista, filho de um fazendeiro, é indiciado por homicídio doloso, foge, e é capturado numa fazenda no Mato Grosso.

Mas a sensação de que a Justiça de Araçatuba seria mais rigorosa com os crimes do trânsito durou pouco. Menos de três meses depois, o promotor encarregado da acusação se envolveu em um acidente numa rodovia que dá acesso à cidade. Provocou a morte de três pessoas. Mas ele não vai a júri popular. Alessandro, Alessandra e o filho dela, Adriel, de sete anos, morreram na hora. Na camionete do promotor foram encontradas bebidas. Na delegacia, um médico atestou a embriaguez, mas ele se negou a colher material para exame.

“Se fosse eu, estaria preso. Como ele é promotor e tem dinheiro,está lá”, lamenta Alberto dos Santos, pai de Alessandro.

O Ministério Público transferiu o promotor Wagner Rossi para São Paulo e o denunciou por homicídio culposo. Cinco anos depois do acidente, o foro especial do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o promotor a quatro anos de prisão, convertidos em serviços comunitários, suspensão da carteira de motorista por quatro anos e indenização de R$ 15 mil às famílias das vítimas. O advogado dele, Eduardo Carnelós, vai recorrer: "Claro que foi uma pena dura. Foi duríssima, foi duríssima. A palavra acidente existe porque acidentes acontecem".

Ao distinguir entre um acidente inevitável, e o comportamento arriscado e violento que mata no trânsito - a Justiça brasileira não só vai punir, mas prevenir tragédias.

“A vida da minha filha não tem preço. A gente não quer isso. A gente quer um mundo melhor, onde as pessoas possam sair se divertir, passear, brincar, e voltar pra casa”, pede Argélia.

Para assistir o vídeo da reportagem, clique aqui.

Fonte: http://www.globo.com/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MULHERES ATRÁS DO GUIDÃO

Cada dia mais vemos mulheres pilotando motos, o que acho super bacana.

Em um universo onde antes só eram vistos os homens, podemos ver as mulheres pilotando e dando show, não só no dia a dia, mas em competições também.

Segundo dados dos Detran (Departamentos de Trânsito dos estados), o número de mulheres condutoras de motocicletas vêm aumentando a cada dia.
Uma pesquisa realizada revelou que em quase todos os estados (com exceção do Mato Grosso do Sul) houve aumento no número de mulheres motociclistas.

Hoje, elas já dominam um terço do universo motociclista do Brasil.
Esse aumento começou a ser mais significativo a partir de 2004, onde o número de mulheres motociclista simplesmente dobrou.

E como mulher além da delicadeza, possui o charme, a cada dia mais, são fabricados roupas e equipamentos que estejam a altura deste universo.

Os capacetes e roupas vem com um toque especial, seja na modelação ou nos detalhes que evidenciam o produto feito para as mulheres, com formas suave e de maneira que se ajustem melhor ao corpo.
As criações estão voltada para todos os equipamentos, como luvas, botas, jaquetas, capacetes.

Com o uso de náilon, poliéster e o elastano que deixa as roupas mais ajustadas ao corpo, tudo tem muito bom gosto e por isso não menos segurança, pois sabemos que é esta a função destes equipamentos.

Mas os seus detalhes deste novo nicho esbanjam bom gosto, digno de passarelas.

Como se não bastasse velas sobre duas rodas nas ruas, agora também estão em competições das duas rodas, onde elas tem dado show.

A exemplo :

Motocross – Mariana Balbi;

Motovelocidade – Cristiane Trentim;

Dakar Argentina / Chile – Laia Sanz, que obteve a vitória;

Campeonato Paulista de Supermoto na categoria SM2 – Sabrina Paiuta.
Há quem afirme que: "quem sente o vento direto no rosto e a emoção do guidão, não mais vai querer estar na garupa".

Todos os créditos para Bike Riders: http://www.bikeriders.com.br/


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SÓ POR UM MINUTO... PODE?

Todos dizem que estacionar na vaga de deficientes não tem problema se for só por um minuto, mas e se for o contrário?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

AGENTES DE TRÂNSITO DO CEARÁ PARTICIPAM DE MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA

"É melhor atirar-se em luta, em busca de dias melhores, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutaram, mas também não venceram. Que não conheceram a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra, não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se diante dele, por simplesmente, haverem passado pela vida". (Bob Marley)
Agentes de trânsito de todo o Brasil, dentre eles alguns cearenses - com destaque para dois agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMT) de Caucaia - estiveram visitando o Congresso Nacional, em Brasília, nos dias 21, 22 e 23 do mês em curso, quando promoveram uma mobilização em defesa dos projetos que impactam diretamente o exercício de suas atividades profissionais. Na ocasião, visitaram gabinetes dos deputados que, em um primeiro momento, têm a responsabilidade de votar os projetos que interessam à categoria e, além disso, alguns representantes classistas visitaram os Ministérios da JUSTIÇA e DAS CIDADES.

Em contato com os parlamentares de seus respectivos estados, os profissionais de trânsito expuseram as principais dificuldades para o bom desempenho das suas atividades e disseram das expectativas quanto aos projetos em andamento no Congresso Nacional.

Na foto abaixo, os agentes municipais de trânsito da AMT de Caucaia, MANOEL e AGUIAR (vinculados ao Sindicados dos Agentes de Trânsito e Transporte do Estado do Ceará - SINDATEC) realizam a entrega de material educativo contextualizado sobre o trânsito ao Deputado Federal ARTUR BRUNO (PT/Ceará). Manoel (à esquerda na foto) disse: "O trânsito começa com educação e, já que Vossa Excelência é professor, queremos deixar uma amostra do nosso material". O parlamentar enfatizou que reconhece o bom trabalho realizado pelos agentes de trânsito e que "a educação é fundamental em todos os segmentos".
Aguiar (no centro da foto) é presidente da Associação dos Agentes de Trânsito de Caucaia, enquanto Manoel é diretor.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

APÓS PERDER PERNA EM ACIDENTE, CRISTIANO TEIXEIRA REALIZA SONHO DE CORRER NO RALI DOS SERTÕES

Aos 40 anos, o piloto de Andradas contou ao Grande Prêmio sua trajetória até chegar à disputa do Rali dos Sertões, provando que nem mesmo a limitação física é capaz de impedir a realização de sonhos, seja no esporte ou na vida como um todo

O esporte é pródigo em exemplos de superação. As histórias de atletas que ficaram perto do fim de suas carreiras e de suas vidas, mas que conseguiram reagir e voltar ao topo, são incríveis. É impossível não se lembrar de Alex Zanardi, que perdeu duas pernas em uma corrida da Indy, mas venceu a morte, voltou a competir e está perto de disputar seus primeiros Jogos Paralímpicos, em Londres, nos próximos dias. E dias atrás, Oscar Pistorius, velocista sul-africano bi-amputado — após apenas 11 meses de vida —, participou dos Jogos Olímpicos lado a lado com outros atletas sem limitações físicas como as suas.

O Rali dos Sertões, capaz de reservar histórias e trajetórias marcantes, traz também um piloto que viveu drama semelhante ao de Zanardi e Pistorius. Cristiano de Paula Teixeira, de 40 anos e natural da cidade de Andradas, sul de Minas Gerais, participava de competições de bicicross quando criança, e naturalmente desenvolveu sua grande paixão pelas motocicletas. Com elas, Teixeira fazia suas trilhas aqui e ali. O voo livre também estava na lista dos esportes preferidos do mineiro, que tinha vida bastante ativa.

Até que veio 2005, ano em que sofreu um acidente que representou, de certa forma — e da maneira mais dura possível —, um divisor de águas na vida e na carreira de Cristiano Teixeira. Depois de perder parte da perna esquerda após trágico acidente de trabalho em seu sítio em Andradas, sua jornada como piloto de moto estava em xeque. Mas o esporte entrou em jogo, sendo fundamental para sua reação enquanto esportista e também como homem.

“Estava trabalhando com um trator no meu sítio em Andradas. E nesse trator havia um implemento, que fica girando, que é uma peça de ferro postada atrás dele. E eu sempre pulava esse ferro ao invés de dar a volta nele. Até que um dia, ao pular, a calça enroscou no parafuso desse ferro e, na hora, arrancou a perna esquerda”, descreveu Teixeira à reportagem do Grande Prêmio durante entrevista concedida em Barreirinhas, cidade que recebeu a caravana do Rali dos Sertões no último domingo.

Não é de se duvidar que muitas pessoas entrariam em parafuso ao viver problema semelhante ao de Cristiano. Afinal, ninguém está preparado para perder, de uma hora para outra, uma parte do corpo fundamental para sua locomoção no dia a dia. Mas o mineiro, valente, não esmoreceu perante sua limitação física.

Em nome da superação e do sonho de estar correndo ao lado de alguns dos melhores pilotos do mundo, Teixeira se dedicou com afinco e fez da dificuldade a sua força. Hoje ele corre ao lado da nata do motociclismo cross-country do Brasil, como Felipe Zanol, Jean Azevedo, Ike Klaumann e Dimas Mattos, todos com participação no Dakar.

“Sempre tive o sonho de participar do Rali dos Sertões. E depois do acidente essa vontade ficou ainda mais forte. Mas é duro, viu? Não é fácil não (risos)”, comentou Cristiano logo após o briefing dos pilotos de moto realizado na noite do último domingo (20) na cidade maranhense de Barreirinhas.

Mas para realizar seu grande sonho, Teixeira teve de suar muito antes de chegar ao seu objetivo. Não bastava ser apenas mais um. Era preciso lutar para fazer, com uma perna só, o que seus oponentes fazem normalmente com duas. Por isso, o mineiro se dedicou com afinco antes de estar diante do desafio de quase 5 mil km que tem pela frente entre São Luís e Fortaleza.

“Depois do acidente, há três anos, comecei a focar mais uma participação no Sertões, e aí comecei a participar de algumas etapas do Brasileiro de Baja, que é um pouco parecido com o Rali dos Sertões. E depois disso comecei a treinar, fazer regularidade, comecei a pegar o esquema da planilha; foquei na preparação física, e estamos aí”, comentou Cristiano, com um sorriso que indicava a satisfação simplesmente por estar ali em um briefing do Sertões.

Teixeira contou também que sua grande dificuldade foi adaptar a prótese, colocada cinco meses após o acidente em Andradas, à moto, além de mudar um pouco o seu estilo de pilotagem. “Depois que eu coloquei a prótese, a luta foi só para acostumar com essa nova situação. Porque foi tudo diferente, mudou tudo, querendo ou não, você fica um pouco limitado, a princípio. Então eu tinha de desenvolver uma nova técnica para andar tão rápido quanto eu era antes.”

“Demorou um tempinho, mas agora já adaptei a prótese à moto, o encaixe da prótese à moto, já me adaptei ao câmbio também, que é mais apropriado à minha limitação. Felizmente desenvolvi outra técnica e estamos aí competindo com o pessoal", acrescentou Teixeira, que superou o maior desafio da sua vida, mas sempre com planejamento adequado para competir com os melhores.

“Eu me dediquei a esse projeto, me preparei fisicamente e tecnicamente, e agora estamos aqui. A gente sempre tem de aproveitar as oportunidades quando elas aparecem, porque, se deixarmos passar, vai que uma hora não se pode aproveitar?”, indagou Cristiano à reportagem do Grande Prêmio em Barreirinhas.

O piloto disse que muita coisa mudou em sua vida, e para muito melhor. “Era muito focado no trabalho, mas depois disso procurei aproveitar um pouco mais o tempo e me divertir um pouco mais. Busquei aproveitar meu tempo e procurei realizar sonhos que guardava lá no fundo da gaveta por muito tempo. Coloquei tudo isso em prática e, entre esses sonhos, estava disputar o Rali dos Sertões”, acrescentou o andradense.

Por fim, Cristiano Teixeira creditou ao esporte a sua recuperação e o fato de estar disputando um dos maiores ralis do mundo.

“O esporte serviu muito para a minha recuperação. E eu já sabia que se treinasse, junto com meus afazeres diários, se dedicasse a minha vida à recuperação, sabia que poderia fazer tudo o que eu quisesse. E foi isso o que aconteceu”, salientou o mineiro, exaltando o espírito de superação ao correr de moto de maneira competitiva. “O esporte dá isso para a gente. Se você treinar, for disciplinado, investir no equipamento certo, você acaba tendo resultado. E na vida é a mesma coisa. É a força de vontade do ser humano”, destacou Teixeira, que fez questão de deixar uma última mensagem.

“Se você tem um problema físico, alguma doença, alguma limitação, você tem de lutar para superar isso. Quem decide como quer viver essa situação daqui para a frente é a gente, não é pai, mãe ou irmão. As pessoas têm de criar forças e tocar a vida para a frente. Foi isso que eu escolhi e até agora isso está dando certo”, finalizou Cristiano. Palavras de um piloto que já conquistou a maior vitória da sua carreira: a realização do sonho de estar no Rali dos Sertões.

Créditos para: MSN Esportes
Warm Up, FERNANDO SILVA, de Barreirinhas, MA

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ACIDENTES DE TRÂNSITO: MAIS DE 700 INDENIZAÇÕES POR MORTES FORAM PAGAS NO CEARÁ

Aproximadamente 723 indenizações foram pagas até março de 2012 pelo seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) às famílias de vítimas que morreram em acidentes de trânsito no Ceará, segundo dados de pesquisa realizada pela administradora do seguro, Seguradora Líder Dpvat.

Os números do Ceará representam 5% do total pago no Brasil durante esse período. Ao todo, 14 mil e 462 indenizações por morte foram repassadas às famílias de vítimas de acidente de trânsito no País. Apesar do número de indenizações pagos a mulheres ter dobrado em igual período de 2011, os homens ainda correspondem a 77% das vítimas que receberam o benefício. Confira mais números:

Como funciona

O Dpvat também cobre vítimas que sofreram danos que provocaram a invalidez permanente, além de garantir o reembolso para cobrir os gastos com despesas médicas. A indenização pode ser solicicitada até três anos depois do acidente. A legislação exige que todos os proprietários de veículos automotores sejam obrigados a pagar o Seguro Dpvat e qualquer vítima de acidente de trânsito pode requerer a indenização.

De acordo com o diretor da Seguradora Líder, Ricardo Xavier, o procedimento para o recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é simples e alerta para o fato de que não é necessário intermediário para dar entrada no pedido de indenização. “Ninguém melhor que o próprio cidadão para preservar seus direitos. Há seguradoras em todo o Brasil para receber as vítimas de trânsito. Basta apresentar os documentos na seguradora escolhida no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente,” afirma.

Valores

O valor da indenização é de R$ 13.500 no caso de morte e de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. Os beneficiários das indenizações em caso de morte podem ser o cônjuge, se a vítima for casada, ou o companheiro(a) equivalente ao cônjuge. Os pais, mães, avôs, avós, filhos e filhas também podem receber o benefício.

Os recursos do Seguro Dpvat são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS) para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo Brasil. 5% são repassados ao Ministério das Cidades para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Conciliações

O Tribunal de Justiça do Ceará promove na próxima semana em Fortaleza cerca de 2.200 audiências de conciliação sobre o Seguro DPVAT. A ação quer agilizar a liberação do pagamento de indenizações à vítimas da capital.

Data: 20 a 24 de agosto de 2012
Horário: de 8h às 18h
Local: Avenida Desembargador Floriano Benevides, número 220, no bairro Edson Queiroz.
Mais informações: 0800.022.1204

Fonte: Jangadeiro on line.